Rede Globo Rede Record Rede Bandeirantes TV Cultura TV Manchete HBO FOX
Mostrando postagens com marcador 1985. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1985. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de abril de 2010

0 comentários

Tudo em Cima



Autoria: Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro
Direção: Ary Coslov
Emissora: Rede Manchete
Exibição: 04/1985
Horário: 21h15

Sinopse:
Uma explosão acontece numa traineira. Bergara Landi, um figurão da alta sociedade carioca, e sua amante Myrian, supostamente, são vítimas da explosão. Os corpos são levados para o IML, onde trabalha Wando, um legista classe média que deseja ascender socialmente. Wando, com a ajuda do detetive Osvaldinho, começa a investigar o caso e descobre na verdade tratar-se de uma simulação de assassinato.
Procurado pelo Dr. Evandro Sena, Wando emite um laudo falsificado e a partir daí começa sua escalada. Usando de sua influência junto a um grupo da alta sociedade, ele, de simples legista, se transforma em cirurgião plástico.

Elenco:
Paulo Castelli - Wando
Renata Sorrah - Lana
Ítalo Rossi - Dr. Evandro
Leonardo Villar - Dr. Krauss
Osmar Prado - Oswaldinho
Edwin Luisi - Chico
Djenane Machado - Marilu
Sandra Barsotti - Laura
Paulo Villaça - Dr. Ciro
Antonio Pitanga - Teimoso
Eduardo Lago - Gato
Milton Rodrigues - Bergara Landi
Theresa Mascarenhas - Miriam
Zezé Polessa - Clara
Diogo Vilela - Janjão (João Jorge de Oliveira)
Selma Egrei - Julieta
Cláudia Magno - Carmem
Tetê Pritzl - Arlete
Jacqueline Laurence
Breno Moroni - Severo
Ariel Coelho - Peçanha
ROogério Fabiano - Pingo
Joana Medeiros
Danton Jardim - Maneco
Eduardo Conde
Guilherme Penido
Luiz Fernando Bavia
Lídia Vani
Ademilton José
Newton Apolo
Renato Coutinho
Flávio Colatrello
Sonaire D'avilla
Ana Zelma
Isaac Bernardes
Paulo Alencar
Kátia Bronstein
Bibi Viany
Léa Vulcão
Antônio Breves
Augusto Brandão
MIiguel Rosemberg
Mauro Sérgio
Sebastião Lemos
Germano Vezani
Betty Gofman
Ana Luísa Folly
Odenir Fraga
Orion Ximenes

Curiosidades:
-Inquietante minissérie policial inspirada em acontecimentos verídicos que ocorreram no Rio de Janeiro: os casos Hosmany Ramos e Baungarten.
- Narrativa corajosa, exibindo a alta sociedade carioca sem qualquer escrúpulo.
-O título suscitou polêmica. Os autores explicaram que tanto poderia ser a conhecida gíria de drogas, como uma revelação a respeito dos acontecimentos em uma classe social alta e poderosa.
- Foi produzida basicamente em externas e locações e apresentou uma direção colocando os atores muito à vontade.
- A minissérie foi reprisada no Romance da Tarde de 03/11/1986 a 05/12/1986, de segunda a sexta-feira às 14h15.
Também de 23/03/1987 a 04/1987, de segunda a sexta-feira às 19h40.
E de 24/07/1989 a 25/08/1989, em 25 capítulos, de segunda a sexta-feira às 13h.
- Tema de abertura: Tudo em Cima - Eduardo Dusek

sábado, 27 de março de 2010

0 comentários

Tenda dos Milagres - Abertura

Grande Sertão: Veredas - Abertura

sexta-feira, 26 de março de 2010

0 comentários

O Tempo e o Vento


Autoria: Doc Comparato
Colaboração: Regina Braga
Direção geral: Paulo José
Direção: Paulo José, Denise Saraceni e Walter Campos
Direção de núcleo: Ary Grandinetti Nogueira
Supervisão: Daniel Filho
Período de exibição: 22/04/1985 – 31/05/1985
Horário: 22h
Nº de capítulos: 25

Elenco:
Adalberto Silva – Firmino
Aldo César – Maneco Terra
Aldo de Maio – Macedo
Antônio Augusto Fagundes – General Bento Gonçalves
Antonio Pompêo – Severino
Armando Bogus – Licurgo Cambará
Augusto Olympio – Antero
Bárbara Bruno – Alice
Bete Mendes – Maria Valéria
Breno Bonin – Bento Amaral
Bruno César
Camilo Andrade
Camilo Bevilácqua – Antônio
Camilo Saueressig – Pedrinho Terra
Carla Camurati – Luzia
Carlos Kroeber – Dr. Nepomuceno
Chaguinha – Tinoco
Chica Xavier – Laurinda
Cláudio Alves – Licurgo
Cláudio Mamberti – Nicolau
Daniel Barcelos – sacristão
Daniel Dantas – Bolívar Cambará
David Pinheiro – Dentinho de Ouro
Diogo Vilela – Florêncio
Edith Siqueira – Maruca
Edney Giovenazzi – Major Erasmo Graça
Edwiges Gama
Eleonora Prado – Onorinha
Eloísa Mafalda – Arminda
Elton Saldanha – major Lucena
Felícia Brites
Flávio Leão
Gilberto Martinho – Ricardo Amaral
Gilda Sarmento – Natália
Glória Pires – Ana Terra
Helga Kunz
Ibañez Filho – Chico Pinto
Íris Nascimento – Laurinda
Ivan de Albuquerque – Pedro Terra
Ivan de Almeida – Inocêncio
Jackson de Souza – Agnaldo Silva
Jacyra Silva – Gregória
Jayme del Cueto – Otacílio
José de Abreu – Juvenal
José Lewgoy – Bento Amaral
José Mayer – Aderbal Mena
Julio Leonardi
Kasé Aguiar – Pedro Missioneiro
Lélia Abramo – Bibiana
Lílian Lemmertz - Bibiana
Lima Duarte – Rafael Pinto Bandeira
Louise Cardoso – Bibiana
Lucio Yanel – Capitan
Ludoval Campos – Capitão Paiva
Lutero Luiz – Fandango
Marcelo Peniche
Marcos Breda – Horácio
Maria de Lourdes Agnostopoulos – Bruxa paraguaia
Maria Alves
Marlise Saueressig – Henriqueta
Mário Lago – Padre Lara
Maurício do Valle – Martins
Mauro Russo
Nara de Abreu – Paula
Nicácio Fagundes – Fandanguinho
Odenir Fraga – fazendeiro
Odilon Wagner – Carl Winter
Oswaldo Louzada – Florêncio
Paulo José – Alvarino
Pedro de Camargo
Renato Consorte – Padre Romano
Rosangela Halen
Silas Andrade
Simone Castiel – Eulália
Sueli Franco – cantora lírica
Tarcísio Meira – capitão Rodrigo Cambará
Tonico Pereira – Liroca
William Guimarães – Marcolino
Vera Helena Raible
Vinícius Salvatore – Jango Veiga

A Trama:
- A minissérie é baseada na primeira parte da trilogia homônima de Érico Veríssimo, O continente. Mais de cem anos estão retratados no romance, de 1777 a 1895, período repleto de transformações sociais, políticas e culturais, essenciais para a formação do estado do Rio Grande do Sul. Através das diversas gerações da família Terra Cambará, sob os olhos de Bibiana (Louise Cardoso/Lilian Lemmertz/Lélia Abramo), é traçado um retrato sobre as origens, desenvolvimento e consolidação desse estado, permeado por histórias de amores, amizades, conquistas e esperança.
- A trama é desenvolvida em quatro histórias. A primeira chama-se Sobrado e tem como tema principal as lutas políticas da região. É o momento do fim do Império e do alvorecer da República. O ano é o de 1895. No sobrado onde vivem há muitos anos, em Santa Fé, os Terra Cambarás, republicanos, estão cercados pelos maragatos. É nesse momento que Bibiana (Lélia Abramo), alheia ao embate, observa a centenária figueira da janela de sua casa e volta no tempo, resgatando lembranças e história de seus antepassados. Enquanto o coronel Bento Amaral (José Lewgoy) ameaça seu neto, Licurgo Cambará (Armando Bógus), Bibiana relembra sua origem.
- A segunda parte da minissérie chama-se Ana Terra e é narrada através da ótica do universo feminino, abordando temas como maternidade, solidão, fidelidade e sensibilidade. Ana Terra (Glória Pires) é avó de Bibiana. Com a família, ela deixa São Paulo e parte para o Sul, representando a mulher que chega à terra. Introspectiva, Ana Terra se expressa através do olhar e do gestual. Suas falas são sempre curtas, secas. Junto com a família, Ana Terra vive isolada entre as coxilhas gaúchas, levando uma vida simples e árdua. A rotina muda com a chegada do índio Pedro Missioneiro (Kasé Aguiar) que, ferido, passa a ser cuidado por ela. Ana Terra se apaixona por ele e engravida. Pedro Missioneiro morre, e a vida de Ana torna-se um verdadeiro inferno. Seu pai, Maneco (Aldo Terra), e seus irmãos, Antônio (Camilo Bevilacqua) e Horácio (Marcos Breda), rejeitam Ana. A mãe, Henriqueta (Marlise Saueressig), não tem forças para ir contra a decisão do marido e também não dá apoio à filha. Ana Terra tem seu filho sozinha e chama-o de Pedro Terra. Ana, no entanto, não contava que enfrentaria mais dias de sofrimento: o rancho de sua família é invadido por castelhanos que a estupram e matam seus pais e irmãos. Ana enterra os corpos de seus familiares e parte para Santa Fé, levando consigo seu filho, o punhal de prata de Pedro Missioneiro e a tesoura de ferro de sua mãe. Esses passam a ser seus instrumentos de trabalho, com os quais ela recomeça sua vida.
- A terceira parte da narrativa, chamada Um certo capitão Rodrigo, conta a história da formação do gaúcho no século XIX. Capitão Rodrigo representa o típico gaúcho. Ele chega a Santa Fé em 02 de novembro de 1828, dia de finados. Ninguém sabe de onde veio, nem quais são seus objetivos. No cemitério local, capitão Rodrigo pede informações sobre a cidade para a família Cambará, que reza sobre o túmulo de Ana Terra. A atração entre ele e Bibiana (Louise Cardoso) é imediata. Ele passa a disputar a bela jovem com Bento Amaral (Breno Bonin) e vence o embate, conquistando seu amor. Rodrigo e Bibiana, apaixonados, acabam se casando, mesmo contra a vontade da família Cambará, que não incentiva a união. Alegre, bonito e sedutor, capitão Rodrigo é um homem muito cativante e tem a música como uma de suas grandes paixões. Sempre acompanhado de seu violão, conquista todas as mulheres que deseja, mas não consegue viver longe de sua Bibiana. Seu maior objetivo é alargar as fronteiras do estado e, para isso, é capaz de lutar até a morte. Sua marca é a valentia e a paixão pelos ideais. Sempre fora visto como um forasteiro pelos habitantes de Santa Fé e despertou ódio e revolta de alguns, especialmente dos poderosos locais. Um dia, os soldados de Bento Gonçalves se aproximam da região, e o capitão Rodrigo se une aos farroupilhas, deixando a mulher e o filho pequeno. Acaba morrendo, atingido por uma bala traiçoeira.
- Por fim, a quarta parte da minissérie chama-se Teiniaguá. Aqui, o destaque está nos conflitos psicológicos. Acompanhamos a história dos descendentes de Capitão Rodrigo e Bibiana (Lilian Lemmertz), com ênfase nas relações familiares e no drama de Luzia (Carla Camurati), nora de Bibiana, conhecida como a Teiniaguá. Bonita e graciosa, Luzia chega a Santa Fé em 1853. Envolve-se com o filho de Bibiana e Rodrigo, Bolívar Cambará (Daniel Dantas), um homem forte e belo, mas com personalidade fraca. Aos poucos, Luzia vai dando sinais de loucura, o que a faz entrar em conflito com Bibiana. Quando nasce seu filho, Licurgo (Cláudio Alves), a relação com a sogra fica insustentável. Algum tempo se passa, e Bolívar morre, para desespero de Bibiana, que não se recupera da perda do filho. Logo em seguida, Luzia adoece, vítima de um surto de cólera na cidade. Trancada em seu quarto, decide se matar para acabar com as agonias. Bibiana, então, assume o sobrado de Santa Fé, queima todos os pertences da nora e tranca seu quarto com os móveis que restam.
- Todos esses episódios passam pela mente de Bibiana enquanto, no sobrado, além do cerco dos maragatos, Alice (Bárbara Bruno), mulher de Licurgo, está prestes a dar à luz um filho. Licurgo resolve, finalmente, ceder e pede redenção. A guerra chegara ao fim e, em nome do governo republicano, o major Lucena (Elton Saldanha) informa que Santa Fé está livre. Em seu último delírio, a velha Bibiana encontra-se com todos os seus antepassados. O capitão Rodrigo chama a mulher para ir com ele, mas ela diz que prefere ficar no sobrado. Assim, a história de O tempo e o vento chega ao final.

Curiosidades:
- O tempo e o vento foi a maior e mais ousada produção da Rede Globo até então. Além do alto investimento, a minissérie contava com cerca de 100 personagens, quase seis mil figurantes, teve aproximadamente mil cenas e mais de 60% de suas seqüências gravadas ao ar livre. Foram quase cinco mil pessoas envolvidas no projeto durante todas as etapas.
- A cidade cenográfica foi construída numa área de 40.000m, em Pedra de Guaratiba. Foi projetada por Mário Monteiro exatamente como Érico Veríssimo a descreve no livro, com as mesmas ruas largas, as mesmas quadras, o sol marcando a passagem do tempo sobre as casas, etc. A cidade ia envelhecendo e se transformando com a passagem do tempo.
- O principal ponto de referência de Santa Fé é uma figueira centenária, parte fundamental da cenografia, elaborada para caracterizar a ação do tempo e do vento ao longo dos 150 anos de história. A estrutura da figueira, de 12m de altura e 20m de diâmetro, foi feita de ferro e fibra de vidro, a partir de um tronco implantado no chão. No último estágio, foram colocados galhos reais na árvore, cobertos com uma camada de isopor. Situada em frente ao casarão dos Terra Cambará, ela aparecia frondosa na primavera e sem folhas no inverno.
- Além das casas, ruas e árvores, a cidade cenográfica abrigou uma criação de cavalos, galinhas, bezerros e pombos e quase 200 armas e punhais.
- A casa de Ana Terra também requisitou cuidados especiais da equipe de cenografia. Era feita de torrão, fôrmas obtidas da mistura de terra e vegetação das beiras dos rios. Para construí-la cenograficamente com esse material, foi fundamental a colaboração de Ricardo Camaquã, cenotécnico da Rede Brasil Sul, um dos poucos a conhecer esse tipo de técnica.
- A minissérie também teve cenas externas gravadas em fazendas no Rio Grande do Sul nos municípios de Guaíba, Camaquã, São Miguel das Missões e Morungava.
- Os figurinos ficaram a cargo de Beth Filipecki. Mais de três mil trajes de época foram criados especialmente para a minissérie. A figurinista contou com a colaboração do Regimento Osório, do Rio Grande do Sul. Algumas roupas foram confeccionadas à mão. Outras passavam por um processo de envelhecimento para adquirirem aparência de desgastadas. Mais de 25 mil metros de tecidos foram utilizados, sem contar os adereços, como chapéus, cintos, lenços, entre outros.
- A maquiagem também fez um trabalho minucioso, já que alguns personagens da história passam por envelhecimento, como José Lewgoy, Eloísa Mafalda e José de Abreu. O trabalho ficou sob responsabilidade de Jaque Monteiro. Antônio Augusto Fagundes, um dos mais conhecidos tradicionalistas do Rio Grande do Sul, trabalhou com a equipe de produção, auxiliando na direção de arte e na assessoria de figurinos.
- Inúmeras cenas de batalhas pontuavam a narrativa. Grandiosas e intensamente dramáticas, foram um trabalho à parte para a equipe de produção, exigindo cuidados pontuais. Para a cena da enorme batalha mostrada no capítulo inicial, por exemplo, a equipe montou uma estrutura especial. Foram usadas quatro câmeras e uma grua de 20m. Na seqüência, várias casas são incendiadas e mais de mil tiros de festim foram disparados. Ao lado do elenco fixo, cerca de 200 figurantes e 20 dublês participaram da gravação. A cena foi gravada em Osório, a aproximadamente 100 quilômetros de Porto Alegre.

- Seguindo a linha narrativa de Érico Veríssimo, os personagens da minissérie foram criados a partir de uma visão continental, isto é, com o objetivo de misturar falas, sotaques e culturas. Os atores do elenco, portanto, eram de diversos estados brasileiros. Por meio dessa “universalização”, estava caracterizada a estrutura de formação do Rio Grande do Sul. No elenco, repleto de grandes intérpretes, destacaram-se as atuações de Glória Pires (Ana Terra), Tarcísio Meira (capitão Rodrigo) e Lélia Abramo (Bibiana Terra Cambará).
- A minissérie marcou a volta das Séries brasileiras naquele ano e foi exibida como parte da programação de comemoração dos 20 anos da TV Globo. A idéia era, ao longo do ano, levar ao público histórias de diferentes regiões brasileiras, baseadas em obras da literatura nacional: a região Sul, com O tempo e o vento; a Bahia, com Tenda dos milagres, de Jorge Amado; e Minas Gerais, com Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.
- Glória Pires conta que, para conseguir o papel de Ana Terra, teve que batalhar muito. Na mesma época em que a minissérie seria gravada, a atriz estava escalada para o elenco da novela Partido alto, de Aguinaldo Silva e Gloria Perez. Ao saber nos corredores da emissora que Paulo José, um dos diretores da série, havia cogitado seu nome para viver Ana Terra, ela correu à sala de Daniel Filho, então diretor da Central Globo de Produção, e pediu para conciliar os dois trabalhos. Depois de muitas negociações, Glória Pires conseguiu o que queria. A rotina da atriz era complicada, pois a minissérie era gravada no Rio Grande do Sul e a novela, nos estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro. Apesar do desgaste, a atriz considera Ana Terra um de seus melhores trabalhos. Entre as cenas marcantes de sua personagem, ela destaca a seqüência em que dá à luz Pedro, sozinha, depois de ter sido rejeitada pela família.
- Tarcísio Meira, por sua vez, intérprete do capitão Rodrigo, lembra que teve receio de aceitar o papel. Ele conta que, em 1980, havia sido convidado para viver o personagem. Como parte das comemorações do aniversário de 15 anos da Rede Globo, a história de Érico Veríssimo seria adaptada para a televisão por Manoel Carlos, com direção de Paulo José. O projeto acabou cancelado, e O tempo e o vento só veio a ser produzido cinco anos depois. Tarcísio Meira foi novamente escalado para dar vida ao capitão Rodrigo, mas o ator, então com 50 anos, achava que sua idade não era mais condizente com o personagem. Além disso, uma das características marcantes do capitão era sua paixão pela música. Ele tocava violão e adorava cantar, atividades para as quais o ator revela não ter nenhuma habilidade. Depois de algumas conversas com os diretores da série, Tarcísio Meira aceitou o desafio e recebeu inúmeros elogios de crítica e público pelo seu belo trabalho.
- Daniel Filho conta que outro ator chegou a gravar algumas cenas como o capitão Rodrigo, mas, segundo ele, era impossível pensar em alguém que não fosse Tarcísio Meira.
- A minissérie recebeu o prêmio Coral Negro de Melhor Vídeo no Festival de Cinema e Vídeo de Havana, em 1986.
- Antes de O tempo e o vento ser exibida, a emissora apresentou um especial sobre a produção da série, dirigido por Jorge Bodanzky, mostrando detalhes das gravações, aspectos da construção do cenário e da criação de figurinos e o ambiente de trabalho da equipe. Testes com atores, levantamento de locações, demarcação da cidade cenográfica também fizeram parte do documentário, que teve produção de Roberto Bianchi.
- A minissérie foi reapresentada três vezes: em março de 1986; em junho de 1991, no Vale a pena ver de novo – quando foi levada ao ar uma versão compactada em dez capítulos, somente com as histórias do capitão Rodrigo e Ana Terra; e entre 03 e 27/01/1995, em 16 capítulos, em homenagem aos 30 anos da Rede Globo.
- O tempo e o vento foi vendida para mais de 20 países, entre eles Argélia, Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Estados Unidos, França, Hungria, Portugal, Suíça e Tunísia. Para ser vendida internacionalmente, foi dividida em quatro episódios.
- Em 2005, quando a TV Globo completou 40 anos e o escritor Érico Veríssimo, 100, a minissérie foi lançada em DVD. A trilha sonora também foi relançada em 2005.

Trilha sonora:
- A trilha sonora foi composta por Tom Jobim, especialmente para a minissérie. Tom Jobim chegou a acompanhar algumas gravações no Rio Grande do Sul para sentir o clima da história para a qual faria a trilha. O tema de abertura, O tempo e o vento (Passarim), teve a participação de Danilo Caymmi, na flauta, Paulinho Jobim, no violão e guitarra, e do próprio Tom Jobim, no piano e vocal. O coro era formado por Beth e Ana Jobim – filha e mulher de Tom – Paulinha e Miúcha, do grupo Céu da Boca, e Simone Caymmi, mulher de Danilo.
- Dori Caymmi e Jacques Morelembaum assinam como os arranjadores da trilha sonora, e a produção musical do disco é de Guto Graça Mello.

Fonte: Memória Globo

Tenda dos Milagres



Autoria: Aguinaldo Silva
Escrita por: Aguinaldo Silva e Regina Braga
Direção geral: Paulo Afonso Grisolli
Direção: Paulo Afonso Grisolli, Maurício Farias e Ignácio Coqueiro
Direção de núcleo: Ary Grandinetti Nogueira.
Supervisão: Daniel Filho
Período de exibição: 29/07/1985 – 06/09/1985
Horário: 22h
Nº de capítulos: 30

Elenco:
Anna Iwanow – Kirsi
Ângela Leal – Cesarina
Antônio Pitanga – Exu
Antônio Pompeo – Budião
Chica Xavier – Magé Bassã
Cláudio Mamberti – Pedrito Gordo
Cláudio Marzo – Jerônimo
Daniel Dantas – Astério
Dil Costa – Miquelina
Dudu Moraes – Rosa de Oxalá
Edyr de Castro – Sinhá Terência
Emiliano Queiroz – professor Fontes
Francisco Milani – Francisco Mata Negros
Gabriela Storace – Ester (menina)
Gilles Gwizdek – Frei Jacques
Gracindo Júnior – Professor Fraga Neto
Iléia Ferraz – Ivone
Ivan Cândido – Sarmento
João Acaiabe – Benedito
Joel Silva – Damião
Jorge Coutinho – Zé da Inácia
Josias Amon – Tadeu
Julia Lemmertz – Luísa
Lima Duarte – contador de milagres
Louise Cardoso – Augusto
Luiz Carlos Arutin – Bonfanti
Marcelo dos Santos – Damião (menino)
Maria Isabel de Lizandra – Maria Amélia
Mário Lago – juiz João Reis
Milton Gonçalves – Mestre Lídio Corró
Myrian Pires – Carlota
Nicette Bruno – Joana
Nelson Xavier – Pedro Arcanjo
Oswaldo Loureiro – professor Chico Argolo
Othon Bastos – dono do bar
Rodrigo Santiago – Ruy Passarinho
Solange Couto – Sabina de Iansã
Solange Theodoro – Dalvina
Tânia Alves – Ana Mercedes
Tânia Bôscoli – Ester
Thaís de Campos – Marieta
Tony Tornado – Zé Alma Grande
Yara Cortes – Zabela
Zenaide Pereira – Iaba (Dorotéia)

A Trama:
- Baseada na obra homônima de Jorge Amado, a minissérie, ambientada na Bahia, fala sobre preconceito racial e amor. Dividida em duas épocas distintas, 1910 e 1930, o fio condutor da história é a missão de Pedro Arcanjo (Nelson Xavier) em defender a cultura africana e integrá-la à sociedade.
- A trama começa em 1930, quando o velho ogã Pedro Arcanjo passa mal enquanto toma sua cachaça num bar. Nesse momento, as rádios transmitem a iminente derrota do III Reich. Desmaiado, Pedro Arcanjo é levado às pressas para a casa de Cesarina (Ângela Leal), onde, à beira da morte, relembra aventuras, festas, amores e, principalmente, sua missão de manter vivas na Bahia as culturas negra e mestiça. A caminhada é penosa, e Pedro Arcanjo, com fortes dores no peito, tem visões dos orixás – Oxalá, Xangô, Oxóssi, Ogum, Iansã e Omulu.
- A trama volta, então, para 1913. A narrativa se desenrola a partir dessas lembranças de Pedro Arcanjo. Nessa época, os negros na Bahia, discriminados e perseguidos, se organizavam para defender seus direitos e preservar sua cultura. Acompanhamos as relações do protagonista com as mães e os pais-de-santo, com as prostitutas da cidade, com os mestres de capoeira, com negros, negras e mestiços que vivem em Salvador. Entre os personagens importantes na narrativa está Magé Bassã (Chica Xavier), a mãe-de-santo que revela a Pedro Arcanjo sua missão de ser “a luz de seu povo”, aquele que irá preservar e difundir a cultura negra. Junto com seu pai, Xangô, Magé Bassã guia o protagonista em sua missão.
- O principal antagonista de Pedro Arcanjo é Nilo Argolo (Oswaldo Loureiro), um influente médico legista, racista, que tenta comprovar através de pesquisas científicas a superioridade da raça branca. Ardiloso e cruel, Nilo ofende e maltrata todos os negros que cruzam seu caminho. Com a ajuda do também inescrupuloso delegado Francisco Mata Negros (Francisco Milani), como é conhecido, ele arma as maiores confusões pela cidade, impedindo de todas as formas que os negros usufruam de seus direitos e vivam em paz como qualquer cidadão. Até as manifestações de rua no Carnaval são mal vistas pelo delegado, que faz o possível para proibi-las.
- Depois de 14 capítulos, a história volta para 1930, onde se desenrola até o final. Outro personagem importante na trajetória de Pedro Arcanjo é seu fiel amigo e companheiro Lídio Corró (Milton Gonçalves). A relação entre os dois fica estremecida quando a bela Rosa de Oxalá (Dudu Moraes), esposa de Lídio, se apaixona por Arcanjo, e ele se envolve com ela. Outra mulher que cruza o caminho de Pedro Arcanjo é a bela Ana Mercedes (Tânia Alves), uma jornalista, consciente da discriminação da comunidade negra, que luta para mudar esse quadro. Ela decide fundar um jornal especialmente para difundir suas idéias, o Tenda dos Milagres. Ao longo da história, Pedro Arcanjo acaba se envolvendo também com Ana Mercedes, um grande amor em sua vida.
- O romance proibido de Budião (Antonio Pompeo) e Sabina (Solange Couto) também movimenta a trama da minissérie. Eles não podem ficar juntos pela incompatibilidade entre seus santos. Já Damião (Joel Silva) e Luísa (Julia Lemmertz), a filha de Nilo Argolo, enfrentam os preconceitos da sociedade por ela, branca, ser namorada de um negro. Além da oposição do pai, Luísa é duramente criticada pelo irmão, Astério (Daniel Dantas), um jovem extremamente preconceituoso.
- Ao longo da história, Pedro Arcanjo entra para a faculdade de medicina e acaba descobrindo, ironicamente, que é primo de Nilo Argolo. Este, por sua vez, nega o parentesco de todas as formas e consegue convencer os professores e diretores do curso de medicina a expulsarem Pedro Arcanjo da faculdade. Os alunos se revoltam e uma grande confusão toma conta das ruas próximas ao Pelourinho. Pedro Arcanjo é preso, e Lídio Corró morre, após levar um tiro de um policial. Durante o conflito, Ana Mercedes também é presa. Com as prisões, o mandante da operação, delegado Sarmento (Ivan Candido), pretende enfraquecer o movimento negro, mas a população está mais revoltada do que nunca.
- Com a ajuda de Jerônimo (Cláudio Marzo), João Reis (Mário Lago) e do professor Fraga Neto (Gracindo Junior), homens influentes e simpatizantes ao movimento negro, o delegado Sarmento se convence de que é melhor libertar Pedro e Ana, caso contrário, haverá uma guerra urbana. Pedro Arcanjo sai da prisão e é aclamado pelo povo. Nesse momento, nas cenas finais da minissérie, a história volta para o primeiro capítulo, onde o grande líder agoniza. Ele morre, mas sua missão fora cumprida. A cultura mestiça que ele tanto defendeu acabou prevalecendo não só na Bahia, como em todo o Brasil.
- Seu principal rival, professor Argolo, sofre um derrame cerebral ao saber do casamento da filha com Damião e, com graves seqüelas, acaba inválido, preso a uma cama.

Curiosidades:
- Os 30 capítulos de Tenda dos Milagres foram gravados ao longo de 76 dias, com locações em Salvador e Cachoeira, na Bahia, e cenas em estúdio no Rio de Janeiro. Este era um período de tempo relativamente curto para um projeto que apresentava muitas dificuldades, como grandes movimentações de pessoas, reconstituição do porto da capital baiana e minucioso levantamento arquitetônico em dois períodos (1913 e 1930), além de uma detalhada pesquisa de figurinos, costumes e rituais do candomblé.
- Para gravar as cenas no Pelourinho, em Salvador, foi feito um apurado trabalho de pesquisa, que levantou a arquitetura local das décadas de 1910 e 1930. Para reproduzir com fidelidade, foi preciso pintar as casas com as cores antigas e, em seguida, pintá-las novamente com as cores originais. Além disso, algumas placas modernas das ladeiras foram trocadas por pedras antigas.
- A produção teve assessoria do estudioso e pai de santo Eduardo Adjiberu, responsável pelo levantamento de rituais, vestimentas e costumes do candomblé.

- O livro de Jorge Amado já havia sido adaptado para o cinema, em 1977, com direção de Nelson Pereira dos Santos.
- Embora Jorge Amado fosse um dos autores brasileiros mais vendidos, Tenda dos Milagres era até então uma obra pouco lida. Em agosto de 1985, enquanto a produção da Rede Globo era exibida, a venda do livro aumentou cerca de dez vezes em comparação à média dos meses anteriores.
- Jorge Amado é o autor mais adaptado para a televisão. Na TV Globo, além de Tenda dos Milagres, foram adaptados Gabriela, Terras do Sem Fim, Tieta, Tereza Batista, Dona Flor e seus Dois Maridos, Pastores da Noite, Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos (os dois últimos na novela Porto dos Milagres).
- A minissérie foi vendida para Angola, Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, França, Macedônia, Moçambique, Paraguai, Portugal, Uruguai e Venezuela, entre outros.

Trilha sonora:
- A trilha sonora da minissérie, produzida por Guto Graça Mello, incluiu dez canções inéditas de Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Walter Queiroz, Moraes Moreira, Jorge Portugal e Naná Vasconcelos, além de cantos próprios dos cultos aos orixás. Milagres do Povo, com letra, música e interpretação de Caetano Veloso, foi o carro-chefe da trilha. As músicas incidentais foram feitas por Dori Caymmi, Sérgio Saraceni e Aluísio Didier.

Fonte: Memória Globo

Grande Sertão: Veredas



Autoria: Walter George Durst
Colaboração: José Antonio de Souza
Direção: Walter Avancini
Produção do núcleo: Ary Grandinetti Nogueira
Supervisão: Daniel Filho
Período de exibição: 18/11/1985 – 20/12/1985
Horário: 22h15
Nº de capítulos: 25

Elenco:
Alfredo Murphy – Lacrau
Almir Cabral – Raimundo Lé
Ana Helena Berenguer – Otacília
Arnaldo Weiss – Selorico Mendes
Bentinho – Teofrásio
Bruna Lombardi – Diadorim
Carlos Gregório – Jisé Simplicio
Carlos Lagoeiro – Felisberto
Carlos Walmor – Gavião Cujo
Castro Gonzaga – Marcelino Pampa
Cristina Medeiros – Rosa Uard
Denise Milfont – Nhoriá
Eduardo Abba – João Goanhá
Érico Vidal – Antenor
Geraldo Magela – Dosmo
Idioracy Santos – João Peludo
Ivan Mesquita – Rudgério Freitas
Ivan Setta – Aristides
João Signorelli – Capixum
Jorge Edson – Quipes
José Augusto Branco – Seo Habão
José Dumont – Zé Bebelo
Henrique Lisboa – Mestre Lucas
Lineu Dias – Ornelas
Lutero Luiz – Garanco
Manfredo Bahia – João Vaqueiro
Marcos Macena – Ricardão
Maria Gladys – Maria do Padre
Maria Helena Velasco – Ana Duzuza
Mariana Macniven – Diadorim criança
Mário Alimare – Paspe
Mário Lago – compadre Quelemem (narrador)
Neusa Borges – mãe de Eugrácio
Ney Latorraca – padre Ponte
Paulinho Oliveira – Admeto
Paulo Alencar – Sesfredo
Paulo Vignolo – Riobaldo
Reinaldo Gonzaga – padre missionário
Rogaciano de Freitas – Anselmo
Rogério Márcico – Titão Passos
Rubens de Falco – Joca Ramiro
Sebastião Vasconcelos – Só Candelário
Silvana Lopes – mulher de Hermógenes
Tarcísio Meira – Hermógenes
Taumaturgo Ferreira – Fafafa
Tony Ramos – Riobaldo
Umberto Magnani – Borromeu
Valdir Fernandes – Freitas Filho
Walter Babalu – Jiribide
Walter Santos – Alaripe
Wilson Fragoso – Medeiro Vaz
Yoná Magalhães – Maria Mutema

A Trama:
- Baseada na obra homônima de João Guimarães Rosa, a minissérie teve roteiro final de Walter Avancini.
- A trama tem como eixo central a relação entre Riobaldo (Tony Ramos) e Reinaldo/Diadorim (Bruna Lombardi), tendo a terra como o grande tema da história. O vaqueiro Riobaldo narra sua vida num bando, cheia de combates, vinganças, longas viagens, amores e mortes. A trajetória do protagonista é marcada pela amizade com Reinaldo. Os fortes laços entre os dois perturbam Riobaldo, o que não impede que ele os alimente, estabelecendo com o companheiro uma forte relação, cuja pureza contrasta com a aridez do sertão.
- No sertão de Minas Gerais, nas primeiras décadas do século XX, as tropas federais, representadas por Zé Bebelo (José Dumont), estão em conflito com as forças provinciais, apoiadas por exércitos de jagunços. Jagunços andam e andam, atravessam grandes sertões, guerreando por quilômetros. Zé Bebelo é um homem inteligente e irrequieto, que forma um grupo de quase mil homens armados para liquidar com os jagunços do sertão. Seu desejo é entrar para a política e tornar-se deputado.
- Riobaldo surge como um fator comum que liga os personagens das histórias paralelas da trama. Mira certeira, tiro mais ágil do que o pulo de uma onça e cheio de conflitos interiores, Riobaldo faz um panorama do sertão brasileiro e seus segredos, como se a história se desenvolvesse a partir de suas dúvidas e reflexões. Inteligente, muito ligado à religião, questiona a vida a todo momento. É ele o personagem central da história.
- Quando adolescente, Riobaldo faz amizade com Reinaldo, ou Diadorim, como é chamado. O amigo sempre o impressionara. Com a morte da mãe, Riobaldo vai morar com o padrinho, Selorico Mendes (Arnaldo Weiss) e perde contato com o companheiro. Anos depois, Riobaldo torna-se secretário de Zé Bebelo, que o convoca para acompanhá-lo nos combates contra os jagunços. Um dia, pelo sertão, Riobaldo reencontra Diadorim e decide deixar Zé Bebelo e os bebelistas para seguir viagem com o amigo, por quem continua a sentir uma forte ligação.
- Riobaldo não sabe que Diadorim, na realidade, é mulher e chama-se Maria Deodorina da Fé Bittencourt Marins. Diadorim escondeu sua natureza feminina vestindo-se com roupas de homem e adotando um comportamento masculino. Valente e destemida, ela decidiu se misturar aos jagunços pois não queria viver à margem, infeliz, como vivia a mulher no sertão. Ela muda seu destino ao ingressar no mundo masculino, onde só seus valores têm vez. É extremamente fiel a Joca Ramiro (Rubens de Falco), chefe geral dos jagunços, um líder carismático, querido e respeitado por todos. É ele quem dá o apelido de Taturana à Riobaldo e o convida a integrar-se ao grupo.
- Para surpresa de todos, Joca Ramiro é traído e assassinado por Hermógenes (Tarcísio Meira), um de seus companheiros, também chefe dos jagunços. Casado e com filhos, Hermógenes é um homem feroz e sombrio. Revoltado, Riobaldo jura vingança e persegue Hermógenes e seus homens por toda a região. A crescente raiva do jagunço só é contida pela amizade com Diadorim, que, a cada dia que passa, vai mostrando mais as marcas de amor.
- No combate derradeiro com Hermógenes e seus homens, Riobaldo finalmente consegue se vingar. Mas, para sua tristeza, seu oponente mata Diadorim durante a luta. Ao final, na hora em que lava o corpo de Diadorim, Riobaldo descobre que seu querido companheiro era, na verdade, uma mulher, Deodorina. A cena em que Riobaldo contempla o corpo nu de Diadorim é uma das mais fortes e emocionantes da minissérie.

Curiosidades:
- Os 25 capítulos de Grande sertão: veredas foram gravados ao longo de 90 dias, durante os quais até duas mil pessoas embrenharam-se no sertão, num grande esforço para traduzir a obra de Guimarães Rosa para a linguagem televisiva. A equipe de produção, formada por cerca de 300 profissionais, mudou-se para um lugarejo no distrito de Buritizeiro, em Minas Gerais, chamado Paredão de Minas, onde foi construída toda a infra-estrutura necessária para as gravações e a hospedagem de todos.
- A minissérie foi gravada totalmente na locação, tanto nas cenas externas quanto nas internas, e o diretor fez questão de que todos os integrantes da produção visitassem o sertão. Até mesmo o maestro Júlio Medaglia, encarregado da trilha sonora, passou uma semana em Paredão de Minas.
- Os figurinos foram criados pelo próprio diretor da minissérie, Walter Avancini.
- A primeira idéia para o figurino dos personagens era trabalhar com o couro. Mas Walter Avancini queria algum elemento que desse um ar ainda mais primitivo às roupas. Partindo dessa concepção, além do couro, a equipe de figurino recorreu ao tecido, para que os atores pudessem ter maior movimentação em cena, alcançando o resultado esperado.
- Para a composição de seu personagem, o ator Tony Ramos fez aulas de equitação, rastejamento militar, música, tiro, entre outras atividades. Além disso, emagreceu oito quilos antes de entrar em cena.
- Em média, enquanto estava no sertão, a equipe consumiu uma tonelada de frutas por semana, um boi por refeição, 13 mil copos de água por jornada de trabalho, oito dúzias de base para maquiagem em uma semana, 50 litros de sangue cenográfico, entre outros números dessa grandeza.

- O ótimo desempenho de Bruna Lombardi levou a atriz a ser escalda para protagonizar a minissérie Memórias de um gigolô (1986) e, em seguida, a novela Roda de fogo (1987).
- O livro de Guimarães Rosa havia sido adaptado para o cinema, em 1964, dirigido por Renato Geraldo Santos Pereira. Sônia Clara viveu Diadorim, e Maurício do Valle, Riboaldo.
- A minissérie foi vendida para diversos países, como Bolívia, Estados Unidos, França, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal e Venezuela.

Fonte: Memória Globo

quinta-feira, 25 de março de 2010

0 comentários

1985



1985 - Grande Sertão: Veredas
1985 - Tenda dos Milagres
1985 - O Tempo e o Vento


_______________________________________________________________



1985 - Tudo em Cima