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sábado, 27 de março de 2010

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Quem Ama Não Mata - Abertura

Avenida Paulista - Abertura

Lampião e Maria Bonita - Abertura

quinta-feira, 25 de março de 2010

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1982



1982 - Lampião e Maria Bonita
1982 - Avenida Paulista
1982 - Quem Ama Não Mata



quarta-feira, 24 de março de 2010

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Avenida Paulista









Autoria:
Daniel Más e Leilah Assumpção
Coordenação de texto: Luciano Ramos
Direção: Walter Avancini, Hugo Barreto, Jardel Mello e Cassiano Filho
Direção geral: Walter Avancini
Supervisão: Walter Avancini
Produção do núcleo: Walter Avancini
Período de exibição: 10/05/1982 – 28/05/1982
Horário: 22h30
Nº de capítulos: 15

História

- Avenida Paulista fala sobre ascensão social. O personagem central da trama é Alexandre Torres Xavier (Antonio Fagundes), um bancário, de classe média, casado com Juliana (Wanda Stephânia), com quem leva uma vida aparentemente tranqüila. Outros personagens importantes na história são Frederico Scorza (Walmor Chagas) e sua amante, Paula Alencar (Dina Sfat). Scorza é um empresário inescrupuloso, dono, entre outros negócios, do banco onde Alexandre trabalha. É marido de Alice (Martha Overbeck) e pai de Anamaria (Bruna Lombardi).
- A trama começa quando Alexandre se aproveita de uma falha na rede de computadores do banco e desvia uma alta quantia em dinheiro para sua conta pessoal. Descoberto o desfalque, Alexandre é chamado por Frederico Scorza e surpreende-se com a proposta que o chefe lhe faz: não o denunciará à Polícia caso ele aceite ocupar um cargo de confiança no grupo Scorza. Para isso, o poderoso banqueiro informa que ele terá que deixar São Paulo, sem a mulher, e terá um ano para adquirir prestígio, notoriedade e credibilidade. - Achando que iria ser demitido e preso, Alexandre, muito surpreso, decide aceitar a proposta de Scorza. O que ele não imagina é que por trás da aparente benevolência, o banqueiro tem um grande plano: transformar o funcionário em testa-de-ferro, responsabilizando-o pela falência de uma de suas empresas. Para alcançar seus objetivos, Scorza conta com a cumplicidade da executiva Paula Alencar, sua amante. - Aceita a proposta, Alexandre torna-se Alex Torres, um homem destemido, ambicioso, sempre bem vestido e cercado de pessoas influentes. Ao longo da história, Scorza estimula Alex a investir no mercado financeiro. A ascensão de Alexandre provoca a desestruturação de sua família. Sua mulher, Juliana, não entende a mudança de comportamento do marido e passa a procurá-lo insistentemente, mas ele sempre a evita, seguindo as orientações de seu chefe. Percebendo que Juliana poderá atrapalhar seus planos, Scorza decide afastar Juliana de seu caminho e revela-se capaz de tudo. Além de atrapalhar todas as tentativas da mulher de encontrar o marido, sugere que Paula seduza Alex, o que ela consegue, e chega a mandar que um de seus capangas dê uma surra em Juliana. - O cerco está fechado contra Alex, que ainda enfrenta a oposição dos sócios de Scorza. Eles desconhecem as intenções do empresário e vêem em Alex uma ameaça a seus interesses. Entre eles está Albino (Odilon Wagner), noivo da problemática Anamaria, Rodrigo (João José Pompeo) e Edgar (Odavlas Petti), irmãos do poderoso banqueiro. Outro personagem de destaque na história que cruza o caminho de Alex é Sérgio (Ney Latorraca), filho adotivo de Alice e Frederico, um jovem problemático, emocionalmente frágil. - Os planos de Scorza parecem ir bem até que Paula descobre que ele está tendo um caso com outra mulher. Transtornada, ela toma um porre durante uma festa do grupo Scorza e ofende Frederico. Revoltado com o comportamento da amante, ele a demite da empresa na hora. Alice vibra com a atitude do marido, sem nem desconfiar que ele já tem outra amante. Ao longo dos anos de casamento, Alice sempre suspeitou do envolvimento do marido com Paula, mas se manteve calada, oprimida pelo marido. Quando Scorza a demite, Alice decide dizer que caso ele readmita Paula, ela pedirá o divórcio. - Ao romper com Paula, Frederico Scorza vê seus planos irem por água abaixo. Revoltada, ela revela a Alex os planos do patrão e propõe a ele uma união para destruir o poderoso banqueiro. Os dois armam um golpe para se apoderar da fortuna do milionário e conseguir a totalidade das ações do grupo Scorza. Para isso, usam chantagens e extorsões, entre outros meios escusos. Para desespero de seus inimigos, Alex se casa com Anamaria, o grande golpe contra Frederico. - A trama sofre nova reviravolta quando Frederico Scorza é assassinado e as suspeitas recaem sobre Alex, cujo único álibi é Paula. Surpreendentemente, ela o trai no depoimento à polícia, deixando-o enrascado. Ao final da história, Alex acaba preso, vítima de uma grande armação. Para surpresa de todos, Frederico aparece vivo, ao lado de Paula. Na última cena de Avenida Paulista, os dois, felizes e ricos, planejam viajar para o exterior.

Elenco

* Antônio Fagundes - Alexandre Torres (Alex)
* Walmor Chagas - Frederico Scorza
* Dina Sfat - Paula Alencar
* Bruna Lombardi - Anamaria Scorza Torres
* Ney Latorraca - Serginho Scorza
* Wanda Stefânia - Juliana
* Martha Overbeck - Sra. Scorza
* Luiz Armando Queiroz
* João José Pompeo
* Theo de Faria - Durval
* Yara Lins
* Odilon Wagner
* Odavlas Petti
* Walter Forster - Álvaro
* Lélia Abramo
* Vera Nunes
* Edith Siqueira

Curiosidades

- Foi a segunda minissérie da TV brasileira, dando continuidade ao projeto da emissora de ocupar o horário das 22h com programas nacionais, descartando os enlatados.
- Grande parte das cenas de Avenida Paulista foi gravada em um escritório de verdade, em plena Avenida Paulista, São Paulo, onde a equipe de produção criou os espaços cenográficos necessários. - Uma das preocupações da direção era explorar bem a cidade de São Paulo, fazendo o máximo de externas possível. - A minissérie teve cenas gravadas em Ilha Bela, no litoral paulista.
- Primeira experiência do Núcleo de Produção Walter Avancini, localizado em Santana, Grande São Paulo. O Núcleo foi responsável por outras minisséries da Rede Globo, como Moinhos de vento (1983), Anarquistas, graças a Deus (1984) e Grande sertão, veredas (1985), mas foi extinto ainda na década de 1980.
- A atriz e apresentadora Angélica fez sua primeira aparição numa produção televisiva em Avenida Paulista. Ela era Anamaria criança, que aparecia na minissérie em flashback.
- Avenida Paulista foi reapresentada em novembro de 1985, às 22h55.
- A minissérie foi vendida para Argentina, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.


Trilha sonora:
- A direção musical e os arranjos de Avenida Paulista ficaram sob a responsabilidade do maestro Júlio Medaglia, que também compôs alguns temas para a minissérie. A canção de abertura, Avenida Paulista, foi de César Camargo Mariano.


Lampião e Maria Bonita









Autoria:
Aguinaldo Silva e Doc Comparato
Direção: Paulo Afonso Grisolli e Luís Antônio Piá
Produção do núcleo: Paulo Afonso Grisolli
Período de exibição: 26/04/1982 – 05/05/1982
Horário: 22h15
Nº de capítulos: 8


Lampião e Maria Bonita foi a primeira experiência no formato minissérie feita no Brasil. Antes, já se exibiam minisséries, mas eram produções estrangeiras dubladas, a exemplo do que já ocorria com as séries.

A História

O enredo é baseado na vida do mais famoso cangaceiro do Brasil, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, um pernambucano nascido em 1897, que se transformou no mais forte símbolo do cangaço. Lampião era conhecido como o rei do cangaço. Praticamente cego do olho direito, andava manquejando, devido a um tiro que levou no pé esquerdo durante um conflito no sertão. Em suas andanças, conheceu Maria Bonita, a primeira mulher a fazer parte de um grupo de cangaceiros, com quem teve uma filha, Expedita. A história de Aguinaldo Silva e Doc Comparato acompanha os últimos seis meses de vida de Lampião e Maria Bonita, período até hoje um tanto obscuro na história. Apesar da extensa e cuidadosa pesquisa histórica, a minissérie não pretende ser extremamente fiel aos acontecimentos, trazendo à narrativa elementos ficcionais.
- A trama tem início com o seqüestro do geólogo inglês Steve Chandler (Michael Menaugh) pelo bando de Lampião (Nelson Xavier). Para negociar o resgate com o governo da Bahia, o cangaceiro usa Joana Bezerra (Regina Dourado) como intermediária. Em um bilhete, Lampião exige 40 mil contos de réis em troca da vida do geólogo. O papel cai nas mãos do sargento Libório (Roberto Bonfim), a autoridade política de Geremoabo, que passa a notícia para o governador da Bahia. Junto com a embaixada da Inglaterra, o governo do estado da Bahia decide enviar tropas comandadas pelo tenente Zé Rufino (José Dumont), tradicional perseguidor de Lampião, para capturar o bandido. Apesar de pedirem sigilo absoluto, a notícia do seqüestro acaba vazando, e o jornalista Lindolfo (Helber Rangel) começa a explorar o fato.
- A partir daí, são acompanhadas as negociações entre Lampião e o governo da Bahia e as inúmeras perseguições e fugas do bando, durante as quais o grupo vive momentos de grande tensão. Em outras seqüências, quando se sentem seguros, a minissérie mostra Lampião e Maria Bonita (Tânia Alves) em um clima tranqüilo, visitando sua filha, Expedita (Adriana Barbosa), que é criada por uma família da região. A narrativa procurava mostrar os lados sanguinário e apaixonado de Lampião. Mas a tensão é sempre maior do que os momentos de diversão e paz, tanto pelos embates com a polícia, como pela presença de Chandler.
- A situação se agrava com o desaparecimento de Maria Bonita. Com a ajuda de Dadá (Lu Mendonça), a mulher de Corisco (Silvio Correia e Lima), ela se afasta do bando para fazer um aborto, sem que Lampião saiba. Quando volta, está com febre alta e fortes dores pelo corpo. Maria Bonita consegue melhorar graças a Chandler, que, percebendo a gravidade do caso, oferece um remédio para a cangaceira. Ele passa a cuidar de Maria Bonita e, inesperadamente, sente-se atraído por ela, gerando um conflito com Lampião.
- O governo e a embaixada inglesa oferecem recompensas a quem fornecer pistas sobre o paradeiro do bando, e o cerco se aperta. O consulado rejeita qualquer possibilidade de pagar o resgate e propõe que aprisionem alguém da família de Lampião para forçá-lo a se entregar. Enquanto isso, Zé Rufino consegue encontrar Maria Bonita, que está acampada com parte do bando. A batalha é acirrada, mas ela consegue escapar. No entanto, um dos cangaceiros é aprisionado e levado para Salvador. Lá, o antropólogo Eustáquio (Rubens Araújo) decide fazer a medição de seu crânio, no intuito de comprovar sua tese de que o banditismo é resultado de uma degenerescência racial.
- Após inúmeras buscas e tentativas de negociação, a história de Lampião chega ao fim. Em 28 de julho de 1938, antes do nascer do sol, na margem sergipana do rio São Francisco, soldados da polícia liderados pelo tenente José Batista (Gilson Moura) descobrem o esconderijo dos cangaceiros. Lampião e Maria Bonita, apanhados de surpresa, são metralhados na grota de Angicos junto com outros integrantes de seu bando, sem qualquer possibilidade de reação.


Elenco

* Nelson Xavier - Lampião
* Tânia Alves - Maria Bonita
* Sílvio Correia Lima - Corisco
* Lu Mendonça - Dadá
* Michael Menaugh - Steve Chandler
* Armando Nascimento - Getúlio Vargas
* José Dumont - Tenente Zé Rufino
* Jofre Soares - Coronel Pedrosa

Curiosidades

- Para produzir a série, autores, diretores e produção visitaram as regiões em que o cangaço imperou, percorrendo de Jeremoabo, na Bahia – município onde nasceu Maria Bonita –, até Angicos, em Sergipe, onde os dois foram mortos.
- A minissérie foi gravada em diversas cidades do Nordeste: Piranhas, Olho D’Água do Casado, Salvador, entre outras. Outras cenas foram feitas nos estúdios da Rede Globo e em Maricá, no Rio de Janeiro. As locações no sertão foram escolhidas a dedo: todos os locais por onde Lampião e Maria Bonita passaram com seu bando. Cerca de cem profissionais da TV Globo ficaram um mês no Nordeste para realização da minissérie. Para que o equipamento suportasse o calor e as árduas condições de trabalho, foram montadas duas unidades portáteis: uma de supervisão e outra de manutenção. Uma das unidades estava sempre revendo os equipamentos.
- O projeto de Lampião e Maria Bonita foi tratado com muito cuidado em todas as etapas da produção. Para a maquiagem, foi convidado Jaque Monteiro, profissional conhecido por trabalhos no cinema, como os brasileiros Dona Flor e seus Dois Maridos, Dama do Lotação e Rio Babilônia, e Fritzcarraldo, do alemão Werner Herzog. Foi o primeiro trabalho do maquiador em televisão.
- Para a criação do figurino, a visita ao Museu Antropológico do Ceará foi extremamente importante. Lá estão expostas as indumentárias de Lampião e Maria Bonita, e a equipe de produção pôde fotografar todo o material, privilegiando os detalhes. Através da pesquisa da indumentária, a equipe constatou que os cangaceiros eram muito vaidosos. Suas roupas mostravam suas glórias, eram carregadas de enfeites, até mesmo suas armas eram enfeitadas. As roupas eram todas bordadas e o artesanato que produziam em couro era extremamente sofisticado.


- Lampião e Maria Bonita foi o primeiro resultado de uma nova proposta de linguagem dentro da teledramaturgia da Rede Globo: as minisséries. Com três núcleos de produção, comandados por diferentes diretores – Daniel Filho, Paulo Afonso Grisolli e Walter Avancini –, a TV Globo inaugurou mais um formato em sua programação.
- Apesar da sólida base histórica, o texto de Lampião e Maria Bonita é uma obra de ficção. Embora se tenha realizado uma pesquisa minuciosa, em que autores, diretores e produtores percorreram a região do cangaço, onde foram feitas investigações e inúmeras entrevistas sobre os protagonistas da história e suas origens, os autores optaram por ter liberdade ficcional.
- Lampião e Maria Bonita foi premiada com a medalha de ouro do Festival de Filmes e Televisão de Nova York.
- A minissérie foi vendida para a Guatemala, Itália, Irlanda, Peru, Portugal e Uruguai.
- Reapresentada em março de 1984; em 1990, no Festival 25 Anos, em versão compacta de cinco capítulos; e em junho de 1991, no Vale a Pena Ver de Novo.


Trilha sonora:
- Responsável pela produção musical, Roberto Nascimento criou uma espécie de roteiro musical, sem se deter somente no aspecto regional do seriado. O compositor buscou a valorização de instrumentos regionais para criar uma música universal. A canção Mulher Nova, Bonita e Carinhosa, de Zé Ramalho e Otacílio Batista, gravada por Amelinha, foi uma das músicas da trilha.


Quem Ama Não Mata









Autoria:
Euclydes Marinho
Colaboração: Denise Bandeira e Tânia Lamarca
Direção: Daniel Filho e Dennis Carvalho
Produção do núcleo: Daniel Filho
Período de exibição: 12/07/1982 – 06/08/1982
Horário: 22h
Nº de capítulos: 20


A História

- Com concepção de Daniel Filho e Euclydes Marinho, Quem ama não mata é ambientada no Rio de Janeiro e aborda o relacionamento amoroso na classe média através da história de cinco casais, cada um com uma visão particular sobre casamento, amor e fidelidade.
- Alice (Marília Pêra) e Jorge (Cláudio Marzo) são casados há oito anos e levam uma vida tranqüila. Ele é dentista, e ela, dona-de-casa. Felizes, passam a imagem do casal perfeito, que vive em total harmonia apesar de anos de convivência. Entretanto, ninguém sabe que os dois enfrentam a dificuldade de ter um filho, o que a cada dia traz à tona apreensões que o casal não consegue superar.
- Há dois anos Alice tenta engravidar e não consegue. No início da história, ela decide procurar um médico e faz inúmeros exames. Jorge também se submete a diversos exames e acaba descobrindo que é estéril. Decepcionado, ele não consegue revelar a verdade à Alice, e a deixa sofrer com a angústia por não conseguir realizar o sonho de ser mãe. Como Alice e Jorge não discutem os problemas da vida a dois, a relação do casal vai sendo prejudicada a cada dia que passa. A falta de diálogo entre eles acaba tornando o casamento insustentável. A supervalorização de pequenos incidentes acabam por levá-los à violência.
- A relação de Laura (Suzana Vieira), irmã de Alice, e Raul (Paulo Villaça) é outra trama da história. Arrojados, ela é naturalista, mora em Mauá, na Serra da Mantiqueira, Rio de Janeiro, acredita em astrologia e trabalha como tradutora. Antes de conhecer Raul, foi casada duas vezes. Ele é o oposto dela: um homem de negócios, que vive viajando a trabalho. Também já teve outros relacionamentos amorosos, mas se encanta por Laura assim que a conhece e se apaixona loucamente. Laura tenta manter sua independência a todo preço e gosta da relação nada convencional que tem com Raul: cada um em seu canto. Ele, por sua vez, considera o casamento a única opção possível para a felicidade dos dois e sofre com a recusa de Laura, que não quer dividir o mesmo teto com um homem pela terceira vez.
- Laura é mãe de duas meninas, Júlia (Denise Dumont) e Ângela (Monique Curi), e tem um relacionamento tumultuado com ambas. Júlia é namorada de Chico (Daniel Dantas), a quem ama, mas acaba se envolvendo com Lucas (Buza Ferraz). Juntos, Júlia e Chico buscam uma saída para enfrentar a presença de uma nova pessoa entre eles. Ao contrário de Alice e Jorge, os dois conversam muito, com total sinceridade e franqueza, na tentativa de recuperar a confiança que tinham um no outro. Eles brigam, discutem, fazem as pazes, e procuram, de todas as formas, revigorar e fortalecer a relação estremecida.
- Através da trama dos pais de Alice e Laura, o general Flores (Dionísio Azevedo) e dona Carmem (Norma Geraldy), acompanhamos a história de um casamento de muitos anos, um amor tranqüilo, muito companheiro. Dona Carmem é uma simpática professora de piano, que sofre com os problemas das filhas e netas. Nem ela nem o marido compreendem o estilo de vida que as filhas têm, mas estão sempre ao lado delas para o que der e vier.
- Já o casal Odete (Tânia Scher) e Fonseca (Hugo Carvana) vivem entre tapas e beijos. Emergentes, ele morre de ciúmes da mulher e tenta controlar e vigiar todos os seus passos. Odete, por sua vez, é uma mulher alegre e expansiva e não suporta ser cerceada. Apesar das inúmeras e fortes discussões, os dois se amam e sabem que uma relação a dois é mesmo feita de altos e baixos.
- Quem ama não mata é toda narrada em flashback. No primeiro capítulo, o telespectador fica sabendo que alguém morreu assassinado: Jorge ou Alice. O misterioso crime é o elemento de ligação entre as diversas histórias de amor, algumas tristes, outras marcadas pela esperança. No último capítulo, o mistério é revelado.


Elenco


* Cláudio Marzo - Jorge
* Marília Pêra - Alice
* Daniel Dantas - Chico
* Denise Dumont - Júlia
* Paulo Villaça - Raul
* Suzana Vieira - Laura
* Hugo Carvana - Fonseca
* Tânia Scher - Odete
* Dionísio Azevedo - General Flores
* Norma Geraldy - Dona Carmem
* Gracindo Júnior
* John Herbert
* Angela Leal
* Silvia Bandeira
* Buza Ferraz

Curiosidades

- Foram gravados dois finais para a minissérie, cada um com um assassino diferente. Somente na hora de ir ao ar, o diretor Daniel Filho decidiu qual desfecho da história seria apresentado. O escolhido foi aquele em que Jorge assassina Alice. A cena em que Alice mata Jorge foi exibida depois, no programa Fantástico.

- Como no início da minissérie a narrativa enfatizava a rotina dos personagens, o diretor Daniel Filho criou um recurso para reforçar a expectativa do público em torno do assassinato. A vinheta que fechava cada bloco, antes dos comerciais, terminava com o barulho de um tiro, o que marcava a idéia da tragédia que viria a acontecer.


- O objetivo da equipe foi realizar um trabalho denso, baseado no diálogo e, principalmente, nas emoções. Embora a violência seja um tema forte da trama, Quem ama não mata é uma história contada em tons suaves, o que, na época, marcou definitivamente a proposta de diversificação das Séries brasileiras.
- Daniel Filho conta que o projeto das Séries brasileiras foi fundamental para a produção de dramaturgia da Rede Globo, que, até então, tinha como foco as telenovelas. A idéia de produzir minisséries abriu espaço para uma nova linguagem e perfil de produtos. Daniel Filho, Walter Avancini e Paulo Afonso Grisolli assumiram a direção do projeto e implementaram as primeiras minisséries, formato que vem sendo produzido pela TV Globo até hoje. Quem ama não mata foi a primeira produção do Núcleo Daniel Filho. Segundo o diretor, algumas histórias da minissérie foram baseadas nas experiências pessoais dele e dos autores da trama.
- A minissérie inspirou-se em crimes passionais que haviam mobilizado a opinião pública na época. O título veio de uma frase que as feministas pichavam nos muros de Belo Horizonte, na época do julgamento de Doca Street, assassino de sua mulher, Angela Diniz: “Quem ama não mata.”
- O autor Euclydes Marinho fez uma ponta no primeiro capítulo da minissérie, como um assaltante.

- A minissérie foi reapresentada, em formato compacto de 15 capítulos, em setembro de 1985, às 22h15.
- Quem ama não mata foi vendida para vários países, como Bolívia, Colômbia, Espanha, Guatemala, Panamá, Portugal e Uruguai.

Trilha sonora:
- O tema de abertura era Se queres saber, de Peterpan, na voz de Nana Caymmi.