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terça-feira, 30 de março de 2010

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Decadência



Autoria: Dias Gomes
Direção: Roberto Farias e Ignácio Coqueiro
Direção artística: Carlos Manga
Período de exibição: 05/09/1995 - 22/09/1995
Horário: 21h30
Nº de capítulos: 12

Elenco:
Adriana Esteves - Carla adulta
Alessandra Aguiar - Carla criança
Almir Alves - motorista dos Couto Neves
Ana Paula Desnzi - pastora da igreja de Mariel
Andrea Cavalcanti
Anita Terrana
Antonio Calloni - Cleto
Araujo Hulk - segurança de Mariel
Ariclê Perez - Celeste
Ariel Coelho - copeiro de Pedro Jorge
Barbara Souza- Suzana criança
Beatriz Taunay
Bernadete de Castro
Betty Goffman- Suzana adulta
Carla Alexander - tarefeira da igreja de Mariel
Carla Faour
Carlos Eduardo - pastor da igreja de Mariel
Carlos Wagner - jardineiro da mansão
Cassio Gabus Mendes - padre Giovani
Celso André - Hilário
Ceumar Adilson - pastor da igreja de Mariel
Cibele Larrama- Mariana
Claudia Telles
Claudio Sá - segurança de Mariel
Creuza de Carvalho
Diogo Dahl - Felipe
Edmilson da Conceição - pastor da igreja de Mariel
Edson Celulari - Mariel Batista adulto
Flavia Moura - pastora da igreja de Mariel
Gilda Villaça - repórter
Gilmar Silva - pastor da igreja de Mariel
Gudivan Albuquerque - pastor da igreja de Mariel
Gustavo Otoni
Heitor Martinez - Guga
Helio Inácio- segurança de Mariel
Ingra Liberato - Rafaela Couto Neves
Isadora Ribeiro - Sueli
Jamaica Magalhães - pastora da igreja de Mariel
Jeferson Negão - segurança de Mariel
João Carlos - motorista de Rafaela
João Felipe - Vicentinho
Joel Silva - Detetive Abreu
Kelly Costa
Kleber Brandão - tarefeiro da igreja de Mariel
Laercio Fonseca - tarefeiro da igreja de Mariel
Laura de La Roque - tarefeira da igreja de Mariel
Lavinea Fernandes - tarefeira da igreja de Mariel
Léo Wainer - advogado Mariel
Leonardo Biagioni - Vicentinho caos 15 anos
Leonardo José- deputado
Luciana Coutinho - menina do bolo
Luís Eduardo Amaral - repórter
Luiz de Bragança - pastor da Igreja de Mariel
Luiz Fernando Guimarães - PJ (Pedro Jorge) adulto
Marcela Aguiar - Sônia criança
Marco Calzolari
Marcos Polo
Maria Padilha - Sônia adulta
Maria Zilda Bethlem - Irene
Marisa Grieco
Milena Timóteo - pastora da igreja de Mariel
Milton Gonçalves - Jovildo Siqueira
Moyses Faria - pastor da igreja de Mariel
Nadia Miguel
Nadia Miguel - pastora da igreja de Mariel
Nilton de Castro
Norma Geraldy - Dalva Tavares Branco
Olga Minardi - empregada dos Couto Neves
Oswaldo Loureiro - Emiliano Couto Neves
Patricia Lopes
Patrícia Novaes - Marta
Paulo Gorgulho - delegado Etevaldo Morsa
Paulo José - cego
Rachel Iantas - secretária Dr. Vitor
Rafael Mondego - Neco
Raul Gazolla - Vitor Prata
Raul Labanca - motorista de Mariel
Regina Guimarães - Pastora da Igreja de Mariel
Renata Moreira - tarefeira da igreja de Mariel
Renata Moreno - tarefeira da igreja de Mariel
Ricardo Blat - pastor
Robson Sanchez - Pedro Jorge criança
Rogerio Fabiano
Ronaldo Carvalho - pastor da igreja de Mariel
Rubenilson Pinheiro - traficante
Rubens Correa - Albano Tavares Branco
Saulo d'Figueiredo
Sergio Henrique - Pastor da Igreja de Mariel
Silvia Bandeira - Estela Couto Neves
Solange Badim - datilógrafo do Dr. Albano
Stênio Garcia - Albano Tavares Branco Filho
Tiago Queiroz - Mariel criança
Virgínia Nowick - Vilma Luchesi
Waldir Amâncio
Washington Motta - pastor da igreja de Mariel
Yolanda Cardoso - Tia Lalu
Zezé Polessa - Jandira

A Trama:
- A história se passa entre 1984 e 1992. No primeiro capítulo, os personagens são apresentados ao público em rápidas cenas de flashback. Muitos dos fatos históricos que marcam o cenário brasileiro nesse período servem como pano de fundo para o desenrolar da trama, que, entre outros assuntos, trata de ambição, corrupção e fé.
- Em junho de 1970, quando a seleção de Pelé e Gérson conquista a Copa do Mundo, o padre Giovanni (Cássio Gabus Mendes) faz um pedido ao jurista Tavares Branco (Rubens Corrêa), para que ele dê um lar a Mariel (Tiago Queiroz), um pobre menino órfão que precisava ser afastado das más companhias da rua. O pedido é atendido por Tavares e sua esposa Dalva (Norma Geraldy), que encontram na criação da criança um modo de praticar uma boa ação. Mariel passa a morar na mansão da família Tavares Branco sob os cuidados da criada Jandira (Zezé Polessa). - Mariel cresce apadrinhado por Tavares, entre seus indiferentes netos Carla (Alessandra Aguiar), Suzana (Bárbara de Souza). Sônia (Marcela Aguiar) e Pedro Jorge (Robson Sanches). Logo em seguida, a trama continua em 1984, com as crianças já adultas, quando Tavares é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e viúvo. Para não ficar a sós em casa, apenas na companhia de sua irmã Lalu (Yolanda Cardoso), ele pede ao seu filho Albano (Stênio Garcia) que passe a morar em sua mansão com Celeste (Ariclê Perez) e os filhos.
- Dos netos, Pedro Jorge (Luiz Fernando Guimarães) é o mais desajuizado. Sem morar com os pais, é sua irmã Sônia (Maria Padilha) que cria Vicentinho (João Phelipe, aos oito anos), o filho que ele teve por descuido com Irene (Maria Zilda), mais uma de suas aventuras amorosas. Suzana (Betty Goffman) se interessa por Vitor Prata (Raul Gazolla), um conceituado cirurgião que chegou dos Estados Unidos para uma visita a suas primas distantes. Entretanto, ele se sente atraído por Carla (Adriana Esteves), que se tornou uma jovem rebelde, contestadora e militante do Partido dos Trabalhadores.
- Mariel (Edson Celulari) torna-se motorista da família e objeto do desejo doentio de Jandira. Ele tem um envolvimento tórrido com Carla, mas Jandira conta sobre o romance a Tavares. Eles são descobertos, e Mariel acaba expulso da mansão acusado de estupro.
- Passado algum tempo, o ex-motorista reencontra Jandira, que ainda é apaixonada por ele, mesmo não sendo correspondida. Ambos passam a freqüentar cultos em uma igreja evangélica, onde ele inicialmente tem uma experiência de paz, sendo atraído pelos cânticos e sentindo-se tocado por Deus. Mas logo seus anseios espirituais são trocados pela ambição, ao ver o desprendimento das pessoas nos momentos de ofertório dos cultos.
- Em pouco tempo, Mariel passa a estar ao lado de pastor Jovildo (Milton Gonçalves) fazendo os apelos. Um dia, ele conta receber uma revelação espiritual e funda o Templo da Divina Chama, ao lado Jandira, que lhe prometera eterna dedicação.
- A minissérie segue, então, contrapondo o exponencial enriquecimento de Mariel com a ruína financeira da família Tavares Branco. À proporção que o número de igrejas se espalha pelo país, mais as pregações de Mariel passam a se afastar dos próprios princípios cristãos que tanto o tocaram inicialmente, sendo substituídos pela ganância e necessidade de vingança.
- O sonho de Mariel é, então, comprar a mansão para construir um de seus templos. Nesse momento, ele reencontra Carla e seus irmãos, e tenta negociar a compra do imóvel.
- No entanto, no ápice de sua carreira de líder religioso, ele se vê ameaçado pelo pastor Jovildo, que desconfia de irregularidades financeiras praticadas com dinheiro de membros da igreja. Jovildo acaba descobrindo toda a podridão do ex-motorista, levando a uma cisão na igreja. Há um confronto violento entre eles. Carla tenta ajudar Mariel e pede que Vitor intervenha no conflito. Forma-se, então, um triângulo amoroso entre Mariel, Carla e Vitor, que perdura durante toda trama.
- A minissérie integra os personagens a momentos históricos importantes. Os atores aparecem como se contracenassem com parlamentares, presidentes da República e sindicalistas em momentos como a morte de Tancredo Neves, a campanha das Diretas e o impeachment do então presidente Fernando Collor.
- O delegado Etevaldo Morsa (Paulo Gorgulho) é o único a se dedicar à investigação sobre as irregularidades financeiras de Mariel. Quando consegue provas para incriminá-lo judicialmente, Jandira faz uma visita a Sueli (Isadora Riberiro), esposa do detetive, e propõe um acordo para o fim das investigações, oferecendo milhões ao casal. Sueli afirma que, por ela, está tudo bem, mas que o seu marido não aceitaria.
- Celeste, esposa de Albano, recebe uma fita anônima que comprova a infidelidade de seu marido, que fora pego com outra mulher na cama. Ao saber da situação, Albano não resiste e morre por complicações cardíacas. Após a morte do pai, Suzana tem um sonho no qual ele pede que ela nunca deixe aquela casa, sendo este o maior bem deixado para a sua família. Carla, ainda dividida, acaba decidindo por Mariel, que marca a data do casamento.
- No dia do casamento, Jandira, inconformada com a união do casal, conta a Carla sobre a participação de Mariel no flagrante dado por seu pai com outra mulher, acabando por culpá-lo de sua morte. Com todos a espera, Carla desce e vai embora vestida de noiva, decepcionada com Mariel, que, por sua vez, recebe a visita do detetive Morsa para prendê-lo. Mariel propõe suborno, mas acaba sendo preso. Na fuga, Carla é consolada por Vitor. No fim, Mariel acaba sendo solto por habeas corpus e expandindo seus templos para a Itália.
- A mansão dos Tavares Branco pega fogo, representando a decadência e a ruína da poderosa família. Suzana nega-se a sair de casa e morre em meio às chamas, enquanto sua irmã Carla, impedida de passar pelos bombeiros, assiste a tudo do lado de fora.

Produção:
- Petrópolis (RJ) serviu como locação das cenas na mansão dos Tavares Branco durante dois meses. Para reforçar a idéia de passagem de tempo, a cenógrafa Claudia Alencar foi responsável por cuidar do envelhecimento gradativo dos móveis e das paredes da casa. O incêndio foi todo realizado em computação gráfica.
- Foram utilizados em Decadência os mesmos recursos de efeitos especiais utilizados no filme Forrest Gump, do diretor Robert Zemeckis. A intenção estava em fazer com que os personagens ficcionais contracenassem originalmente em momentos históricos importantes, através de imagens jornalísticas de arquivo. Como exemplo, temos a cena em que Tavares Branco pode ser visto no palanque das Diretas Já, ou a jovem Carla protestando em meio a uma manifestação de caras-pintadas, misturando-se cenas gravadas e imagens de arquivo.

Curiosidades:
- Apresentada como parte das comemorações dos 30 anos da TV Globo, a minissérie causou polêmica junto a grupos evangélicos, que associaram sua apresentação a um ataque direto à religião protestante, principalmente à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Para evitar maiores problemas, a Central Globo de Produção e a vice-presidência de Operações da Rede Globo decidiram incluir na abertura da minissérie um texto lido por Edson Celulari que dizia ser “imprescindível renovar seu respeito a todas as religiões”.
- A Rede Globo se defendeu dizendo não ter a pretensão de criticar os evangélicos nem nenhum de seus líderes. No entanto, uma reportagem da Folha de S. Paulo de 9 de setembro do mesmo ano mostrou que as falas do personagem principal da trama reproduziam literalmente trechos de uma entrevista dada por Edir Macedo à revista Veja em 1990. A partir de então, criou-se o que a imprensa passou a se referir como “Guerra Santa” entre a Globo e a Universal. A Record revidou com programas que criticavam abertamente a Globo. Um acordo entre Eduardo Lafon (diretor da Record) e Boni (vice-presidente de Operações da Rede Globo) pôs fim aos ataques entre as emissoras.
- A minissérie foi vendida para diversos países, como Angola, Bolívia, Bulgária, Canadá, Colômbia, Equador, Eslovênia, Nicarágua, Panamá, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados



Autoria: Leopoldo Serran
Colaboração: Carlos Gerbase
Direção: Denise Saraceni e João Henrique Jardim
Direção geral: Denise Saraceni
Direção artística: Carlos Manga
Período de exibição: 25/04/1995 - 25/05/1995
Horário: 22h30
Nº de capítulos: 20

Elenco:
Alessandra Negrini - Engraçadinha jovem
Alexandre Almeida - Violinista
Alexandre Borges - Luis Cláudio
Ana Carneiro - tia Adelaide
Ana Maria Nascimento Silva - Dra.Bruma (participação especial)
André Ricardo - Zózimo, Criança
Angela Oliveira - menina do bordel
Ângelo Antônio - Sílvio
Ankito - pai-de-santo ceguinho (participação especial)
Anna de Aguiar - Polaquinha
Anselmo Vasconcellos - Nelson (participação especial)
Antônio Fagundes - ginecologista Dr. Bergamini (participação especial)
Antonio Grassi - Amado
Aracy Balabanian - D. Geninha, a senhora do cinema (participação especial)
Ariel Coelho - amigo de Odorico
Arlete Salles - Dona Araci
Arthur Costa Filho - gerente do Cine Pathé (participação especial)
Ary Fontoura - dono do bar (participação especial)
Betina Vianny - mãe de Leticia
Betty Gofmann - Maria da Penha (participação especial)
Bia Seidl - mãe de Silvio (participação especial)
Caio Junqueira - Leleco
Cândido Damn - Cabeça de Ovo
Carlos Eduardo Dolabella - pai de Cadelão (participação especial)
Carlos Kroeber - editor do jornal (participação especial)
Carmo Dalla Vecchia - Durval
Cassiano Carneiro - Bob
Chico Anysio - agente funerário (participação especial)
Chico Diaz - taxista (participação especial)
Christovam Netto - Moreno
Cláudia Raia - Engraçadinha
Claudio Corrêa e Castro - Dr. Arnaldo
Denise Trindade - mãe de Zózimo
Edgar Amorim - repórter
Eliane Giardini - Maria Aparecida (participação especial)
Enrique Diaz - Rolinha
Eri Johnson - Raimundo Pessoa, um jornalista bêbado (participação especial)
Ernani Moraes - Miécimo (participação especial)
Ester Góes - Herminia
Fernando José - Patrício (participação especial)
Flávio Migliaccio - Piragibe (participação especial)
Francisco Carvalho - Wilson
Francisco Milani - funcionário da loja (participação especial)
Francisco Oiticica - Estrela
Guilherme Karam - Ib Teixeira, um jornalista bêbado (participação especial)
Hebe Cabral - criada do Dr. Arnaldo
Hugo Carvana - irmão Fidélis
Italo Rossi - advogado Dr. Phocion (participação especial)
Joel Barcelos - Aprígio
José Lewgoy - irmão Osmar (participação especial)
Lilia Cabral - Eduarda, a arrumadeira da pensão (participação especial)
Lima Duarte - farmacêutico (participação especial)
Louis André - Petrescu
Louise Cardoso - florista (participação especial)
Lucia Alves - Mrs, Thorndyke, a mulher no parto de Durval (participação especial)
Lucy Mafra - tia de Zózimo
Luis Otavio - caixa do banco
Luis Salem - motorista de Leticia
Luiz Lobo - irmão de Aparecida
Luiz Maçãs - Cadelão
Luiza Curvo - Letícia criança
Marco Nicolatto - motorista de táxi
Maria Adélia - Celina
Maria Clara Borba - corista
Maria Luisa Mendonça - Letícia
Mariana Oliveira - Iara
Mário Lago - reitor (participação especial)
Mauro Mendonça - governador Benedito Valadares (participação especial)
Micaela Góes - Sonia
Mozart Régis - motorista do táxi verde
Mylla Christie - Silene
Nicette Bruno - tia Zezé
Nuno Leal Maia - ginecologista Dr. Alceu (participação especial)
Oswaldo Louzada - médico
Otávio Augusto - Vasconcelos
Otávio Muller - Tinhorão
Patrícia França - freira (participação especial)
Patrícia Ribeiro - Engraçadinha criança
Paulo Betti - Dr. Odorico
Paulo José - ascensorista (participação especial)
Pedro Brício - amigo de Lázaro
Pedro Paulo Rangel - Zózimo
Raphael Molina - pai de Zózimo
Reginaldo Faria - psiquiatra Dr. Areal (participação especial)
Rodrigo Penna - Lázaro (participação especial)
Rogério Rodrigues - amante da mãe de Zózimo
Sergio Mamberti - tio Nonô
Stênio Garcia - Carlinhos (participação especial)
Thelma Reston - parteira de Durval (participação especial)
Tonico Pereira - Xavier
Tony Tornado - jurista (participação especial)
Totoni Fragoso - repórter José Maria
Vanessa Lóes - Janet
Verônica Lopes - Guida
Victor Fasano - delegado (participação especial)
Yoná Magalhães - Geni (participação especial)
Zilka Salaberry - Tia Ceci

A Trama:
- Adaptada da obra Asfalto selvagem: Engraçadinha, seus amores e seus pecados, de Nelson Rodrigues, a minissérie buscou explorar o universo controvertido e polêmico do autor. Dividida em duas fases, a primeira parte da história se passa em Vitória (ES), na década de 1940. Filha do dr. Arnaldo (Cláudio Corrêa e Castro), um proeminente e conservador deputado de família tradicional, a sensual Engraçadinha (Alessandra Negrini) conhece o amor e a tragédia quase ao mesmo tempo. Aos 18 anos, é noiva de Zózimo (Pedro Paulo Rangel), homem correto e responsável, mas apaixona-se mesmo é por Sílvio (Ângelo Antônio), seu primo, que é noivo de sua melhor amiga, Letícia (Maria Luisa Mendonça).
- No dia da festa de noivado de Letícia, Engraçadinha marca um encontro com Sílvio na biblioteca da casa, onde o espera nua. Ela propõe, então, que ele desmanche seu noivado para viver essa paixão. Nasce, assim, um triângulo amoroso em que as amigas passam a disputar o amor de Sílvio. Engraçadinha, que encanta a todos com sua sensualidade, acaba também despertando o desejo de Letícia.
- Quem se desespera ao descobrir o romance entre Engraçadinha e seu primo é dr. Arnaldo, que recebe a notícia por Letícia, inconformada com a traição da prima. Ele, então, procura sua filha e confessa que Sílvio também é seu filho, fruto de seu amor pela cunhada (Bia Seidl). Em seguida, Letícia declara sua paixão pela prima. Tudo concorre para um desfecho trágico. Sílvio, que desejava a própria irmã, corta seu própria órgão sexual com uma navalha e morre em frente à jovem Engraçadinha, que se diz grávida dele.
- Dr. Arnaldo tenta convencer sua filha a tirar o bebê, caso a gravidez se confirme. Engraçadinha diz, então, que não está grávida. Seu pai, perturbado com a morte do filho, não se perdoa e comete suicídio. No enterro, quem faz o discurso é dr. Odorico (Paulo Betti), um amigo da família que desconfia do motivo da morte do patriarca e se encanta pela beleza de Engraçadinha. Ela, em razão da série de acontecimentos, propõe a Zózimo um casamento rápido. Os dois fugiriam para o Rio de Janeiro para tentar levar uma nova vida.
- Dezessete anos depois, na segunda parte da história, Engraçadinha (Cláudia Raia), agora com 38 anos, aparece como alguém que deixou de lado sua alegria e sensualidade, trocando-as pelo rigor do protestantismo. Casada e exemplar mãe de família, continua bonita e encantadora. Entretanto, se apega à religião como forma de se livrar dos pecados passados. Durval (Carmo Dalla Vecchia) é seu filho mais velho e é a quem dedica verdadeira paixão. Silene (Mylla Christie), a caçula, é uma jovem atraente, dona de uma exuberância semelhante a de Engraçadinha na juventude. Silene passa a ser, também, alvo das investidas da incansável Letícia, que tenta seduzi-la a todo custo.
- Com a vida refeita em Vaz Lobo, subúrbio do Rio, Engraçadinha reencontra dr. Odorico, que chega até ela através de Silene, a quem achou muito parecida com a mãe no passado. Odorico conhece também Durval, que lhe suscita lembranças de Sílvio. Silene namora Leleco (Caio Junqueira), com quem perde a virgindade, mesmo sob forte marcação de seu ciumento irmão. Preocupada com a honra da filha, Engraçadinha a leva ao ginecologista e descobre que ela não é mais virgem. Ao ser questionada sobre quem havia sido o responsável, ela acusa Tinhorão (Otávio Muller).
- Para se defender de ser violentado, Leleco acaba matando Cadelão (Luiz Maçãs). Engraçadinha, então, o acolhe em sua casa, e Letícia se oferece para pagar as despesas do rapaz com advogado.
- Mas o desejo volta a bater à porta de Engraçadinha em meio a um temporal, quando recebe carona de um estranho. Luís Cláudio (Alexandre Borges) é o motorista, que pára o carro em um local distante, em meio à forte chuva. Ela se identifica como Janete e, após um beijo, se entrega, e eles se amam. Engraçadinha redescobre o prazer e passa a se encontrar com o amante. Em um desses encontros, ela é vista por Letícia.
- Letícia passa a chantagear Engraçadinha, ameaçando contar o que vira para Durval. Em troca, Letícia pede que Engraçadinha ou Silene se deitem com ela. Desesperada, Engraçadinha nega e implora que nada seja revelado. Enquanto isso, Leleco é convencido por dr. Odorico a se entregar para a polícia.
- Engraçadinha se encontra pela última vez com Luís Cláudio. Prefere renunciar sua paixão a se entregar ao que chama de "tara da Letícia". Ao chegar em casa, no entanto, Engraçadinha se assusta quando seu filho diz que Letícia o havia procurado no trabalho e entregue uma carta. Sem saber do que se tratava, Engraçadinha se joga no chão em desespero, dizendo que Letícia não passava de uma louca. De repente, Durval informa à mãe que o bilhete informa que Letícia havia deixado cinco milhões de herança e que, quando o texto fosse lido, ela já estaria morta. Letícia morre ao se jogar debaixo de um caminhão e deixa claro para Engraçadinha que tudo o que sentia era um grande amor, e não tara.

Produção:
- Para a gravação da minissérie, com cerca de 150 atores, foram utilizados 14 cenários externos no Projac e 19 em estúdios diversos, além de outros cinco construídos no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O Palácio do Itamarati também foi locação para algumas cenas em ambiente de trabalho. Uma rua do Projac foi completamente transformada no estilo da década de 1940. Só nessa rua foram construídos um cinema e mais 12 cenários com interiores.
- Foram confeccionados mais de 700 figurinos criados nas oficinas da TV Globo especialmente para a série. A produção de arte realizou um minucioso trabalho de pesquisa sobre o final da década de 1930 e sobre a década de 1950. A preocupação maior estava em marcar o máximo possível as diferenças entre os dois períodos.

Curiosidades:
- O romance foi o primeiro folhetim assinado por Nelson Rodrigues, publicado em 112 capítulos entre agosto de 1959 e fevereiro de 1960 no jornal Última Hora. A obra contou com algumas versões cinematográficas anteriores, como as de J. B. Tanko, que gravou Asfalto selvagem (1964) e Engraçadinha depois dos trinta (1966), e do autor e diretor Haroldo Marinho Barbosa, que gravou Engraçadinha em 1981, tendo Lucélia Santos como protagonista. A minissérie foi feita em homenagem a Nelson Rodrigues, no 30º aniversário da TV Globo.
- Foi nesta minissérie que a atriz Cláudia Raia se destacou em seu primeiro papel dramático, com elogios tanto de público quanto de crítica. Além disso, a série apresentou a estreante Alessandra Negrini, que brilhou interpretando Engraçadinha jovem. No papel de uma bissexual, a atriz Maria Luisa Mendonça garantiu, junto com Cláudia Raia, momentos de forte emoção à história.
- Denise Saraceni acabou tendo que se afastar durante 15 dias das gravações para se recuperar de uma estafa.
- Em setembro de 1998, a série foi reapresentada num compacto de 12 capítulos. Novamente, em agosto de 2002, foi reapresentada na versão original, durante as comemorações dos 90 anos de nascimento de Nelson Rodrigues. Em 2006, a minissérie foi lançada em DVD.
- Engraçadinha... seus amores e seus pecados foi vendida para vários países, como Bolívia, Bulgária, Chile, Colômbia, Equador, Finlândia, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana e Venezuela.

Trilha sonora:
- A trilha sonora contou com canções como Mulher, de Sidney Magal e Emílio Santiago, With a song in my heart, de Richard Rodgers, cantada por Doris Day, além de Don't be that way, executada pela Rio Jazz Orchestra.


Fonte: Memória Globo

quinta-feira, 25 de março de 2010

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1995



1995 - Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados
1995 - Decadência