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domingo, 28 de março de 2010

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Tereza Batista



Autoria: Vicente Sesso
Direção: Fernando Rodrigues de Souza e Walter Campos
Direção geral: Paulo Afonso Grisolli
Período de exibição: 07/04/1992 – 22/05/1992
Horário: 22h30
Nº de capítulos: 28

Elenco:
Adil Linhares
Alba Valéria - Zazá Bico Doce
Alessandra Teófilo
Álvaro Freire - Juiz Pio Alves
Amaral Cavalcanti
Ana Carla Costa
André Barros - Neco
Andréia Andrade
Andréia Vilela
Angélica Martan
Antonio Leite - Lula
Arildo Deda
Armindo Bião
Auricéia Araújo
Axel Ripoll
Ayrton Amorim
Carina Vieira
Carlos Alberto Santana - Mestre Gunzá
Carmela Soares - Berta Teodora
Carmelita Oliva
Carmem Palhares - Joana das Folhas
Castro Gonzaga - Dr. Amarildo
Catalina Bonaki
César Costa e Silva
Chico Expedito - Rosalvo
Clementino Kelé
Cleyde Blota - Marina
Conceição Abade
Cosme dos Santos
Daniel Menezes
Décio Carlos
Edir Castro
Edson Fieschi - Marcelo
Eduardo Adjiberu
Edwiges Gama
Eliude Silva
Emiliano Queiroz - Altinor
Feliciano Santos
Felipe Wagner - Libório
Fernando Amaral - Cristóvão
Fernando Santos
Genilda Maria
Geraldo Aragão
Guilherme Correa - Silo Melo
Hamilton Santana
Haroldo de Oliveira - Max das Negras
Helena Inês - Maricota
Hélio Ferreira
Herson Capri- Capitão Justo
Hugo Gross - Daniel
Humberto Martins - Januário Jereba
Iara Jamra - Carmem
Isa Trigo
Isaura Oliveira
Isolda Cresta - Paulina
Ivan Cândido - Prefeito de Cajazeiras
Ivan Mesquita - Comissário Lobão
Ivan Sena - Coronel Bráulio
Ivan Setta - Vavá
Ivone Hoffman - Ponciana
Jackson Santos
Jaime Costa
Jane Lacerda
Jayme Periard - Oto Espinheira
João Marcos
Joel Barcellos - Terto Cachorro
Joelma Ninb
Jorge Cherques - Greta Garbo
Jorge Dória - Coronel Emiliano
Jorge Lins
José Augusto Branco - Lírio Baeta
Julio Braga - delegado de Cajazeiras
Jurema Penna - Gregória
Lala Schneider - Otaviana
Leandro Reis de Souza
Leo Wainer
Lícia Magno
Luiz Carlos Reis
Luiz Eduardo Oliva
Luiz Mendonça
Manuela Assunção
Marcelo Picchi - Peixe Cação
Márcio Augusto - Chico Meia Sola
Marcos Paulo - Tulio Boccatelli
Maria Adélia
Maria Gladys - Felipa
Maria Silvia - Badé
Mariano Ferreira
Mario Gusmão
Markus Trolleis
Martha Overbeck - Pérola
Maurelina Santos
Mauro Mendonça - Hipólito
Nadja Piauitinga
Nelson Dantas - Juiz Eustáquio Fialho
Neusa Navarro
Noeli Campo
Norma Geraldy - Dona Carmelita
Olga Gutierrez
Orlando Vieira - Simão Lamego
Othon Bastos - Lulu dos Santos
Pablo Sobral
Patrícia França - Tereza Batista
Ray Alves
Regina Dourado - prostituta
Roberto Andrade Nogueira - doente
Roberto Lopes - Dalmo Coca
Rogério Trindade
Rosana Rodrigues - Cabrita
Sandra Barsotti - Beatriz
Severo D’Acellino
Sonaira D’Ávila
Stepan Nercessian - Almério
Tadeu Machado
Taty Lima
Teresa Castro
Tonho Baixinho
Úrsula Canto - Aparecida
Vânia Alexandre - Magda Amália
Vicente Barcellos - Marcos Lemos
Walquíria Donizete
Walquíria Sandes
Wanda Kosmo - Bolo Fofo
Yvan Mesquita - Comissário Lobão
Zilka Sallaberry - Veneranda

A Trama:
- Adaptada por Vicente Sesso do romance Tereza Batista cansada de guerra, de Jorge Amado, a minissérie conta a vida de Tereza Batista (Patrícia França) dos 13 aos 27 anos de idade, acompanhando a sua transformação de menina em mulher.
- Nascida na cidade de Cajazeiras, Tereza Batista é acolhida por Iansã e recebida por todos os orixás, numa prova de que eles sempre estarão por perto para protegê-la. É apenas uma criança quando sua tia Felipa (Maria Gladys) a vende para o temido capitão Justo (Herson Capri), um colecionador de meninas que encontrou em Tereza alguém que não se intimida, mesmo sendo maltratada e violentada.
- Por saber ler e escrever, Tereza passa a trabalhar no armazém de Justo, onde conhece e se apaixona por Daniel (Hugo Gross), seu primeiro amor. Após serem pegos pelo capitão, Tereza e Daniel se sentem ameaçados e acabam por matá-lo. Presa, ela vê Daniel negar a cumplicidade no crime, afirmando que fora seduzido pela jovem. O rapaz torna-se, também, sua primeira decepção amorosa.
- Sua libertação da cadeia só aconteceu em função da intervenção exercida pelo advogado Lulu dos Anjos (Othon Bastos). Por meio do advogado, Tereza conhece o rico coronel Emiliano (Jorge Dória), com quem passa a viver um amor tranqüilo e seguro. Emiliano, no entanto, morre subitamente, e Tereza sai da casa do coronel sem levar nada, tão pobre quanto entrou.
- Sem opções, Tereza Batista procura Veneranda (Zilka Salaberry), uma cafetina, e passa a se prostituir. Mantendo o caráter e a personalidade firmes, assume a liderança das colegas de profissão na formação de um verdadeiro exército, que se mobiliza para conter os avanços da peste que invade a cidade e para tratar os contaminados. Mantém-se forte até mesmo quando o médico Oto Espinheira (Jayme Periard), com quem mantém uma relação, foge covardemente da cidade.
- Mas dentre todos os amores que tivera, um homem não lhe sai da cabeça. Um pescador de nome Januário Jereba (Humberto Martins), por quem foi defendida das garras de Justo quando ainda trabalhava no armazém. Tereza tem a chance de tornar seu sonho real quando reencontra Jereba e, com ele, desfruta de completa felicidade.
- Acostumada com obstáculo, Tereza tem que enfrentar o fato de seu amor ser casado. Jereba não tem coragem de abandonar sua mulher, pois ela é muito doente. Tereza concorda com sua decisão, apaixonando-se ainda mais pelo caráter e integridade do pescador. Mas decide sair de Cajazeiras rumo a Salvador, onde se torna cantora de cabaré.
- Em Salvador, Tereza une-se aos protestos de amigas prostitutas contra as medidas tomadas por um delegado local, que exige a desapropriação de suas casas. Em meio a sua luta, Tereza Batista recebe a notícia de que Jereba havia morrido, após o barco em que estava ter colidido com um petroleiro.
- Tereza tinha um admirador: Almério das Neves (Stepan Nercessian), um homem bom e apaixonado, a quem ela sempre deixou claro que não amava. Entretanto, deprimida após a notícia da morte de Jereba, cede à insistência de Almério e aceita casar-se com ele.
- Com toda cidade na expectativa do seu casamento, Jereba ressurge quando Tereza apronta-se para a festividade. Ele conta que havia saído do barco um mês antes e já estava em Lima quando soube do acidente. Assim, os jornais acabaram por divulgar uma lista errada das vítimas. Vestida de noiva, Tereza Batista é levada nos braços por seu amado até um barco, de onde seguem para uma ilha deserta.
- As prostitutas que vestiam Tereza para a igreja, vão ao local onde Almério está junto a seus convidados, informado-o da fuga da noiva. Almério pára a festa e, tomado por um ato de profundo altruísmo, pede que a comemoração seja ainda em prol da felicidade de Tereza, que, enfim, estava vivendo seu verdadeiro amor.

Produção:
- Tereza Batista foi a maior produção realizada pela TV Globo até então, com elenco de mais de 160 atores e centenas de figurantes.
- A minissérie exibiu 28 capítulos, que foram gravados em diversas locações, usando somente duas câmeras. As cidades escolhidas foram Laranjeiras, Santo Amaro, São Cristóvão, Aracaju e Ilha do Coqueiro (SE) e Salvador (BA), onde as cenas foram gravadas no Pelourinho.
- Os cenários, que contaram com 62 interiores e 65 exteriores, foram levados praticamente prontos aos locais de gravação. Foram mais de 500 móveis utilizados para compor os ambientes.

Curiosidades:
- O projeto de adaptar Tereza Batista cansada de guerra para a TV havia sido encomendado por Daniel Filho a Walter George Durst, em dezembro de 1990. Durst adaptou a trama em 32 capítulos. Após uma conversa com Boni, o diretor Paulo Afonso Grisolli pediu ao autor para diminuir para 20 capítulos, alegando que 32 implicariam em uma superprodução. Durst argumentou que a redução iria embolar a trama, e, assim, Vicente Sesso ficou encarregado da adaptação, que fez em um prazo muito curto.
- Foi com a personagem Tereza Batista que Patrícia França, então com 19 anos, estreou na TV Globo, em seu primeiro trabalho como protagonista em televisão.
- A minissérie foi vendida para países como Angola e Portugal.

Trilha sonora:
- Sob a direção musical de Mariozinho Rocha, a trilha escolhida procurou trabalhar bem o sotaque baiano da minissérie. Com ampla participação da família Caymmi, a trilha sonora de Tereza Batista tinha canções como Vamos falar de Tereza, de Danilo e Dorival Caymmi, Modinha para Tereza Batista, de Jorge Amado e Dorival Caymmi, na voz de Simone Caymmi, Deixa ficar, interpretada por Nana Caymmi e, também, com a participação de Patrícia França, que colocou sua voz na canção Prá ficar no ponto.


Fonte: Memória Globo

As Noivas de Copacabana



Autoria: Dias Gomes
Escrita por: Dias Gomes, Ferreira Gullar e Marcílio Moraes
Direção: Roberto Farias, Maurício Farias e Mauro Farias
Direção geral: Roberto Farias
Período de exibição: 02/06/1992 - 26/06/1992
Horário: 22h30
Nº de capítulos: 16

Elenco:
Ana Beatriz Nogueira - Fátima
Benjamin Cattan - Gomide
Branca de Camargo - Leiloca
Chica Xavier - Rosa
Christiane Torloni - Kátia de Sá Montese
Cibele Larrama - vendedora de loja
Domingos Oliveira - Indalécio
Ewerton de Castro - Bacelar
Expedito Barreiras - caseiro
Fabio Junqueira - Raul
Fernando Benévolo - Eduardo
Heliana Menezes - Lurdes
Hugo Carvana - Delegado Adroaldo de Lima
João Camargo - Amaury
João Felipe - Mirinho
Lady Francisco - dona do apartamento
Lala Deheinzelin - Helena
Marcelo Farias - Cláudio
Marcia Cabrita - Adelaide
Maria Gladys - Rita
Marieta Severo – promotora (Participação especial)
Mario Roberto - Aristides
Miguel Falabella - Donato Menezes
Milton Gonçalves - Dr. Fernando (Participação especial)
Nelson Dantas - Pastor
Patrícia Novaes - Maryrose
Patrícia Perrone - Lucinha
Patrícia Pillar - Cinara
Raul Cortez - José Carlos
Reginaldo Faria - França
Ricardo Petraglia - Paulão
Roberto Bontempo - Adilson
Rogério Fabiano - amigo de Amaury
Ruy Resende - Matador
Suely Franco - Júlia
Tássia Camargo - Marilene
Yara Lins - Eulália
Waldemar Berditchevsky – juiz (Participação especial)
Zezé Polessa - Mariana

A Trama:
- Donato Menezes (Miguel Falabella) é um assassino em série. Morador do bairro de Copacabana, leva aparentemente uma vida acima de qualquer suspeita. É um conceituado restaurador de obras de arte e noivo da bela Cinara (Patrícia Pillar), apesar de não se relacionar sexualmente com ela.
- Donato mata as suas vítimas seguindo um meticuloso ritual. Seduz as mulheres e as estrangula em pleno ato sexual, sempre quando elas estão vestidas de noiva. Só dessa forma ele consegue atingir o orgasmo.
- Suas vítimas são mulheres das mais diversas classes sociais. Marilene (Tássia Camargo) é uma professora suburbana. Kátia de Sá Montese (Christiane Torloni) é uma socialite de Copacabana. E Fátima (Ana Beatriz Nogueira) é filha de um pastor protestante. Em comum, elas têm um vestido de noiva.
- O envolvimento de Donato com as vítimas começa a partir de anúncios de vestidos de noivas colocados em jornais. Após entrar em contato e chegar até as anunciantes, ele as envolve num romance, criando o ambiente para os crimes.
- A história começa com Donato e Maryrose (Patrícia Novaes) passeando numa praia deserta, à noite. O clima romântico prossegue até o momento em que a mulher coloca o vestido de noiva e, em meio ao ato de amor, é estrangulada brutalmente.
- A semelhança entre os vários crimes intrigou a polícia. Todos só podiam vir de uma mesma mente. O detetive França (Reginaldo Faria), encarregado de desvendar o caso das noivas assassinadas, segue, então, pistas que possam levar a um serial killer.
- Apesar de seu lado sombrio e obsessivo, Donato vive com sua tia Eulália (Yara Lins), com quem tem uma relação doce e carinhosa. Seu amigo Paulão (Ricardo Petraglia) e sua noiva Cinara – com quem tem relações de camaradagem e afeto – são aqueles que vão colocar o réu acima de qualquer suspeita, quando o psicopata for confrontado com a lei durante seu julgamento.
- Só França suspeita de Donato. O detetive, em crise no casamento com Mariana (Zezé Polessa), passa a se relacionar com Leiloca (Branca de Camargo), que vende artesanato no calçadão de Copacabana e lembra uma hippie dos anos 1970. Ele vai usá-la como isca para atrair o assassino. A moça anuncia no jornal um vestido de noiva e espera o assassino aparecer. A armadilha tem sucesso, e Donato é preso e levado a julgamento. No entanto, por falta de provas, ele é absolvido.
- O motivo da tara doentia de Donato está relacionado a um antigo relacionamento com Helena (Lala Deheinzelin), de quem fora noivo. Às vésperas do casamento, ele descobriu que ela havia se apaixonado por outro. Ao visitá-la enquanto experimentava o vestido, ele tentou matar a noiva, partindo suas vestes em pedaços. Helena fugiu, mas Donato prometeu que um dia a mataria.
- Em liberdade, Donato, enfim, tem uma noite de amor com Cinara e a pede em casamento. Dias antes da união oficial, Helena sabe da notícia pelo jornal e entra em contato com o detetive França, a fim de evitar que a moça se casasse com o assassino. Cinara descobre, assim, toda a verdade. Junto com Helena e a polícia, ela arma um plano em que Helena, na noite de núpcias do casal, apareceria com vestido de noiva para que Donato mostrasse sua verdadeira personalidade. O plano alcança seu objetivo, e, ao tentar matar Helena, Donato é preso mais uma vez.
- É condenado, mas após um ano é enviado a um manicômio judiciário por tempo indeterminado. Ao visitar Donato no presídio, Cinara descobre que ele havia fugido. As últimas cenas da minissérie mostram o psicopata com uma caneta circulando um anúncio de jornal e, em seguida, se apresentando como interessado em comprar um vestido de noiva.

Produção:
- Metade das cenas da minissérie foram gravadas no bairro de Copacabana. Algumas em plano aberto e com as câmeras escondidas em apartamentos ou casas próximas à locação, para evitar aglomerações.

Curiosidades:
- Dias Gomes criou o argumento da minissérie quando assistia a uma matéria sobre o caso de Heraldo Madureira, morador de Niterói, que assassinava suas vítimas vestidas de noiva. Condenado, Heraldo fugiu do manicômio judiciário onde estava preso. Isso bastou para que a veia ficcionista de Dias Gomes desse início a uma envolvente trama policial.
- Na versão internacional de As Noivas de Copacabana, o final é diferente. Em vez de fugir, Donato termina na cadeia, sem voltar para as ruas.
- A minissérie foi reapresentada duas vezes: a primeira foi em 1995 e a outra, compactada em quatro capítulos, em outubro de 1998.
- Vendida para cerca de 20 países, a minissérie percorreu lugares como Bolívia, Bulgária, Canadá, El Salvador, Finlândia, Honduras, México, Peru, Portugal, República Dominicana, República Tcheca e Romênia.

Trilha sonora:
- De autoria do trompetista Guilherme Dias Gomes, a trilha sonora teve a música Copacabana, de João de Barros e Alberto Ribeiro, como tema de abertura.

Anos Rebeldes



Autoria: Gilberto Braga
Escrita por: Gilberto Braga e Sérgio Marques
Colaboração: Ricardo Linhares e Ângela Carneiro
Direção: Denis Carvalho, Silvio Tendler e Ivan Zettel
Direção geral: Dennis Carvalho
Período de exibição: 14/07/1992 - 14/08/1992
Horário: 22h30
Nº de capítulos: 20

Elenco:
Adriana de Brooks - repórter
André Barros - Bernardo
André Pimentel - Valdir
Benvindo Siqueira - Xavier
Bernardo Jablonski - Prof. Juarez
Bete Mendes - Carmem
Betty Lago - Natália
Carla Jardim - Jacqueline
Carlos Gregório - Alberto
Carlos Zara - Queiróz
Cássio Gabus Mendes - João Alfredo Galvão
Castro Gonzaga - Teobaldo
Cininha de Paula - D. Mariléia (censora)
Clara Cresta - Leila
Cláudia Abreu - Heloísa
Denise Del Vecchio - Dolores
Debora Evelyn - Sandra
Edyr de Castro - Zulmira
Elida L'Astorina - Angela
Emiliano Queiroz - Dr. Alcir
Emilio de Mello - Toledo
Enrique Diaz - Pedro
Eva Wilma - Joana (atriz)
Fatima Freire - Idalina
Fausto Galvão - Michel
Francisco Milani - Inspetor Camargo
Georgia Gomide - Zuleica
Geraldo Del Rey - Orlando Damasceno
Gianfrancesco Guarnieri - Salviano
Helio Zacchi - Fausto
Herson Capri - juiz
Ivan Cândido - Aberlardo
Jonathan Nogueira - Guilherme
Jorge Coutinho - Pai Betão
José Wilker - Fábio Brito
Joyce de Oliveira - D. Marli
Kadu Moliterno - Professor Inácio Avelar
Lenadro Figueiredo - José Rodolfo
Lourdes Mayer - Marta
Malu Mader - Maria Lúcia Damasceno
Malu Valle - D. Celia
Marcelo Novaes - Olavo
Marcelo Serrado - Edgard Ribeiro
Maria Lucia Dahl - Yone
Maria Luiza Galli - Jurema
Maria Padilha - Maria
Maria Rita - Zilá
Mario Cardoso - Junqueira
Marjorie Andrade - Maria Isabel Soares
Mauricio Ferraza - Gustavo
Mila Moreira - Regina
Moacyr Deriquém - diretor de teatro
Nelson Motta - repórter no Festival da Canção
Nildo Parente - Pedro Paulo
Norma Blum - Valquíria
Odilon Wagner - Ralf Haguenauer
Pamela Orlando e Sousa - Maria Clara
Patrícia Novaes - Vera
Paula Newlands - Lavínia
Paulo Carvalho - Sergio
Paulo Figueiredo - Beloti
Paulo Mendes - Madureira
Pedro Cardoso - Galeno Quintanilha
Roberto Pirillo - Capitão Rangel
Rubens Caribé - Marcelo
Silvia Salgado - Solange
Simon Khoury - Antunes
Sonia Clara- Glória
Stela Freitas - Dagmar
Stepan Nercessian - Caramuru
Suzana Vieira - Mariana
Teresinha Sodré - Adelaide
Thales Pan Chacon - Nelson
Tuca Andrada - Ubaldo
Yaçanã Martins - Kira
Zeni Pereira - Zilá

A Trama:
- A partir da referência de livros como 1968, o ano que não terminou, de Zuenir Ventura, e Os carbonários, de Alfredo Sirkis, a minissérie Anos rebeldes tem como pano de fundo o Rio de Janeiro no conturbado período de 1964 a 1979, quando o país vivia sob ditadura militar. Nesse contexto, o estudante João Alfredo (Cássio Gabus Mendes), idealista e militante estudantil, vive uma história de amor com Maria Lúcia (Malu Mader), uma jovem individualista, que pensa em ter uma vida tranqüila e estabelecida, longe dos riscos do enfrentamento político.
- Ambos são estudantes do Colégio Pedro II, porém João Alfredo e Maria Lúcia possuem projetos de vida diversos. Ela vem de uma história familiar na qual o pai, Orlando Damasceno (Geraldo Del Rey), um jornalista do renomado Correio carioca e conhecido membro do Partido Comunista, sempre optou pela militância política em detrimento de suas ambições pessoais. Ao conhecer João Alfredo, Maria teme se entregar à paixão por alguém com um perfil tão semelhante ao de seu pai. João Alfredo é filho de um comerciante com uma dona de casa, integrante de uma família tipicamente udenista da Ipanema (bairro da zona sul do Rio) da época, mas é profundamente atento à idéia da consciência de classe e preocupado com as questões sociais do país.
- Compondo um triângulo amoroso com Maria Lúcia e João Alfredo, está Edgar (Marcelo Serrado), também estudante do Colégio Pedro II e melhor amigo de João Alfredo. Edgar é um rapaz inteligente, ambicioso e de bom caráter, que nunca age com deslealdade com o amigo na disputa pelo amor de Maria Lúcia. Dividido entre a questão afetiva e a militância política, João abre espaço para seu rival que, distante de projetos políticos, apaixona-se perdidamente por Maria Lúcia, com quem pretende se casar e ter filhos.
- A relação entre João e Maria Lúcia, apesar de se basear em um grande amor recíproco, não suporta as divergências e os desafios advindos de projetos de vida tão diferentes. O namoro fica ainda mais desgastado quando João decide entrar na luta armada. Após alguns desencontros, acontece a separação definitiva do casal.
- Maria Lúcia casa-se com Edgar, e João sai do país exilado em função de sua militância. O rapaz participara, inclusive, do seqüestro de um diplomata: o embaixador da Suíça, Ralf Haguenauer (Odilon Wagner).
- Anos depois, João volta do exílio e reencontra Maria Lúcia divorciada de Edgar. Há uma tentativa de resgatar o amor que sentiam um pelo outro, mas Maria Lúcia vê João novamente envolvido em questões políticas, dessa vez, a luta dos camponeses sem-terra no Rio Grande do Sul. Assim, ela entende que o engajamento político sempre será um obstáculo entre o casal, que se separa mais uma vez.
- Em paralelo à história de amor de Maria Lúcia e João Alfredo, outros personagens se destacam na trama. É o caso de Heloísa (Cláudia Abreu), que é filha de Natália (Betty Lago) e do poderoso banqueiro Fábio (José Wilker), um dos financiadores do golpe militar. Heloísa conhece Maria Lúcia no curso de francês, e as duas acabam tornando-se grandes amigas. Inicialmente, Heloisa é uma jovem mimada e fútil, mas, ao longo da história, ela rompe com os padrões tradicionais de sua família e desperta sua consciência política. A moça transforma completamente o seu visual e engaja-se na luta armada. Quando a repressão se torna mais dura, ela tenta fugir do país com os companheiros João Alfredo e Marcelo (Rubens Caribé), mas é morta a tiros, numa das cenas mais fortes de Anos rebeldes.
- Galeno (Pedro Cardoso) também pertence ao grupo do Pedro II. É amigo de João, Edgar, Maria Lúcia e Heloísa, mas seu objetivo de vida é fazer da arte sua subsistência e, por isso, ele não se esmera nos estudos e dedica-se muito mais ao cinema e ao teatro do que à política. Por fim, ele se torna escritor de telenovelas. Mas a trama que ele escreve, A escrava, sofre censura, e a novela quase é tirada do ar.
- A passagem de tempo na minissérie é mostrada através de manchetes de jornais e cenas documentais, que terminam por situar o espectador no ano de 1979, quando é decretada a Lei da Anistia e os personagens João Alfredo e Marcelo voltam do exílio. Separada, Natália, mãe de Heloísa, vai para Paris onde vive um romance com o professor Inácio Avelar (Kadu Moliterno). Maria Lúcia assume a guarda da filha de Heloísa, atendendo ao pedido que a amiga havia feito antes de morrer.

Produção:
- A maior parte das cenas da minissérie foi filmada em estúdio. Foram feitas reconstituições de época do Teatro Opinião e da porta do cinema Paissandu, que ficaram a cargo do cenógrafo Mário Monteiro, com ajuda da produtora de arte Cristina Medicis, que assinou os objetos em cena.
- Os painéis documentais em preto e branco exibidos ao longo de Anos rebeldes foram feitos pelo cineasta Silvio Tendler, constituídos por uma extensa pesquisa em imagens de época, fotografias e recortes de jornais.

Curiosidades:
- Com a exibição da minissérie, pela primeira vez uma emissora de TV se dispôs a levar ao ar, através da teledramaturgia, o conturbado período político vivido pelo Brasil durante a ditadura militar.
- Para escrever Anos rebeldes, Gilberto Braga acatou uma sugestão dada pelo próprio público, que queria a continuação da série Anos dourados (1986), sugerindo inclusive o nome da série.
- Grande parte dos atores presentes na minissérie desenvolveu, durante o período da ditadura, algum tipo de militância política, como foi o caso de Gianfrancesco Guarnieri, Francisco Milani, Stepan Nercessian e Bete Mendes. Na trama, Guarnieri interpretou dr. Salviano, um comunista militante; Francisco Milani representou Camargo, um funcionário dos órgãos de repressão; Stepan Nercessian viveu Caramuru, um motorista particular capaz de dar a vida pelos amigos; e Bete Mendes era Carmem, mulher de Damasceno e mãe de Maria Lúcia.
- A exibição de Anos rebeldes coincidiu com a mobilização nacional ocorrida em função dos escândalos de corrupção que envolviam o então presidente da República Fernando Collor. Houve, na ocasião, um movimento popular, com ampla mobilização de diversos setores da sociedade, como artistas, estudantes e intelectuais, que culminou com o impeachment do presidente em 1992. A minissérie foi vista por alguns como inspiradora de protestos da juventude brasileira, que se encontrava unida no propósito de lutar contra a corrupção no cenário político nacional. Os “cara-pintadas”, como ficaram conhecidos pela mídia os estudantes que lutaram contra o presidente, foram embalados em seus protestos por canções como Alegria, alegria, de Caetano Veloso, tema de abertura da minissérie. Os autores constataram ter havido uma sintonia positiva, uma coincidência que fez tudo acontecer ao mesmo tempo. Um dia após o último capítulo de Anos rebeldes, grande parte da população saiu às ruas vestida de preto como forma de protesto contra Collor.
- A cena em que Galeno negocia com a Censura a exibição de sua novela foi vivenciada por Gilberto Braga, em 1976, quando levou ao ar a trama A escrava Isaura. Gilberto reproduziu na cena partes do diálogo que teve com uma censora, que alegava que a palavra “escravo” não deveria ir ao ar “por ser capciosa”. Ela acreditava, ainda, que a escravatura era uma página que deveria ser arrancada da historiografia brasileira, por dar margens a ilações e questionamentos. Na ocasião, a censora também afirmou que não gostava de perguntas, porque perguntas faziam pensar.
- Cláudia Abreu abriu mão do papel de protagonista em uma novela, na época em que a minissérie foi gravada, só para fazer parte do elenco de Anos rebeldes. Assim, comoveu o público com sua personagem Heloísa, feita por Gilberto Braga especialmente para a atriz.
- Durante a exibição da série, no dia 29 de julho de 1992, foi lançado pela Editora Globo o livro Anos rebeldes, adaptado pelo escritor Flávio de Campos.
- Anos rebeldes recebeu duas premiações da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). A minissérie recebeu o Grande Prêmio da Crítica, e Cláudia Abreu ficou com o prêmio de melhor atriz pela interpretação da personagem Heloísa.
- Em março de 1995, a minissérie foi reapresentada e lançada em DVD em 2003, 11 anos depois de seu lançamento.

Trilha sonora:
- Sob a direção musical de Mariozinho Rocha, produção de Edom Oliveira e coordenação de Gilberto Braga, a trilha sonora da minissérie reuniu sucessos dos anos 1960-1970. A canção Alegria, alegria, de Caetano Veloso, era o tema de abertura de Anos rebeldes, que contou ainda com as músicas Can’t take my eyes off you, de Frankie Valli, com Frankie Valley & The Four Seasons; Baby, de Caetano Veloso, interpretada por Gal Costa; Soy loco por ti América, também de Caetano Veloso, e Carta ao Tom, de Toquinho, Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

Fonte: Memória Globo

quinta-feira, 25 de março de 2010

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1992



1992 - Anos Rebeldes
1992 - As Noivas de Copacabana
1992 - Tereza Batista