Rede Globo Rede Record Rede Bandeirantes TV Cultura TV Manchete HBO FOX
Mostrando postagens com marcador 1989. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1989. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de abril de 2010

0 comentários

Capitães de Areia



Baseada no romance homônimo de Jorge Amado
Autoria: José Louzeiro e Antônio Carlos Fontoura
Direção: Wálter Lima Jr.
Período de exibição: 05/12/1989 - 16/12/1989
Emissora: Rede Bandeirantes
Horário: 20h50
Nº de Capítulos: 10

Elenco:
Leandro de Souza - Pedro Bala
Alethéa Miranda - Dora
Geraldo Del Rey - Padre José Pedro
Tamara Taxman - Dalva
Rodrigo Pereira da Silva - Gato
André Gonçalves - Boa-Vida
Bruno Sobral - Sem-Pernas
Pablo Sobral - Pirulito
Miriam Pires - Ester
Thaís Portinho - Laurinda
Isolda Cresta
Jackson de Souza
Marcus Vinícius - Querido-de-Deus
Renato Coutinho - Raimundo (pai de Pedro Bala)
Thelma Reston - prostituta
Jacyra Silva - Don´aninha
Flávio Santiago
Paulo Hamilton
Ivan Sérgio
Alex Sérgio
Jean Carlos
Alexandre David
Roberto Pereira
Roberto Bomtempo
Clemente Viscaíno
Yolanda Cardoso
José Steimberg - padre
Glorinha

A Trama:
Tendo como cenário as ruas e as areias das praias de Salvador, a história trata da vida de meninos de rua sem família que viviam em um velho armazém abandonado no cais do porto. Os motivos que os uniram eram os mais variados: ficaram órfãos, foram abandonados, ou fugiram dos abusos e maus tratos recebidos em casa.

Aproximadamente quarenta meninos, entre nove e dezesseis anos, dormiam nas ruínas do velho trapiche. Eram conhecidos como os "Capitães de Areia" e praticavam roubos, o que os tornou temidos e procurados pela polícia, que estava em busca do esconderijo e do chefe dos capitães. Tinham como líder Pedro Bala, rapaz de quinze anos, loiro, com uma cicatriz no rosto. Generoso e valente, há dez anos vagabundeava pelas ruas de Salvador, conhecendo cada palmo da cidade.

No bando, além de Pedro Bala, destacavam-se outros meninos: Sem-Pernas, espécie de espião; João Grande, negro forte e o mais alto de todos; José, o Professor, único que lia corretamente e gostava de contar histórias; Pirulito, excessivamente místico e introvertido; Gato, malandro elegante que tinha um caso com a prostituta Dalva; Volta-Seca, mulato sertanejo afilhado de Lampião; Boa-Vida, muito preguiçoso.

No dia-a-dia, o bando contava com o apoio amigo de alguns adultos. Don'aninha, mãe de santo, sempre os socorria em caso de doença ou necessidade. Além dela, o Padre José Pedro, introduzido no grupo pelo Boa-Vida, conhecia o esconderijo dos capitães. Aos poucos, conquistou sua confiança, indo com frequência visitá-los, levando um pouco de carinho e compreensão. O pescador Querido-de-Deus e o estivador João-de-Adão tinham a confiança dos meninos, que, por sua vez, não mediam esforços para recompensar esse apoio.

Curiosidades:
- Minissérie de dez capítulos baseada no romance de Jorge Amado, dirigida pelo cineasta Wálter Lima Jr. em locações baianas.
- Este livro foi escrito na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e responsáveis pelos males. Os Capitães da Areia são tachados como heróis no estilo Robin Hood. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos.
- Jorge Amado foi autor mais adaptado para a televisão. Além de Capitães de Areia: Gabriela (1975), Terras do Sem Fim (1981), Tenda dos Milagres (1985), Tieta (1989), Tereza Batista (1992), Tocaia Grande (1995), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998), Porto dos Milagres (2001 - adaptação dos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos), Pastores da Noite (2002).

Colônia Cecília



Autoria: Patrícia Melo e Carlos Nascimento
Direção: Hugo Barreto
Período de exibição: 31/07/1989 - 11/08/1989
Emissora: Rede Bandeirantes
Horário: 21h30

Elenco:
Paulo Betti - Giovanni Rossi
Edith Siqueira - Adele
Ênio Gonçalves - Aníbal
Geraldo Del Rey - Egicio Cini
Denise Del Vecchio - Duzolina
Marcelo Picchi - Reinaldo Parodi
Ewerton de Castro - José Gariga
Renato Coutinho - Pietro Riva
Selma Egrei - Gina
Gabriela Duarte - Bianca
Roberto Battaglin - Ernesto Fachini
Patrícia Lucchesi - Agnes
Paulo Villaça - Delegado Tavares
Zaíra Bueno - Elena
Paulo Leite - Emílio Weinberg
João Bourbonnais - Dr. Colombo Leoni
Toni Lopes - Pipão Aggottani
José Rubens Chachá - Gigi Damiani
Giba Assis - Domênico
Márcia Dornelles - Loura

A Trama:
No fim do século XIX, imigrantes italianos instalaram-se no município paranaense de Palmeira, criando a primeira sociedade anarquista do Brasil, a Colônia Cecília. Giovanni Rossi sofre com o fracasso da experiência. Ele é veterinário, agrônomo, biólogo e jornalista. Mas, acima de tudo, um idealista, dono de uma personalidade forte e obcecado pelo desejo de conviver com a humanidade livre.

Os dramas têm início na chegada desses imigrantes, que haviam ganho terras de D.Pedro II. Só que o grupo chega após a instalação da República que não reconhecia as concessões de terras outorgadas no regime anterior. Sem a proteção do imperador, Giovanni e sua companheira, Adele, conduzem os anarquistas a um lugar abandonado, terras que ninguém queria, de mata alta e solo inóspito.

Curiosidades:
- Uma ótima minissérie da Bandeirantes, mas que não obteve bons índices de audiência. Era quase impossível concorrer com as últimas semanas de O Salvador da Pátria na Globo.
- A saga da Colônia Cecília, pouco lembrada nos livros de história, serviu de inspiração para Renata Pallotini para uma peça de teatro com o mesmo tema e título, mas que não foi creditada pela produção como fonte de pesquisa.
- Com a direção de Hugo Barreto e um cuidadoso trabalho de produção, cenografia e arte, a Bandeirantes desenvolveu com dignidade essa saga dramática de muita luta, coragem e paixão.
- O primeiro trabalho da atriz Gabriela Duarte (que um mês depois já estaria em Top Model).
- Outras produções com o anarquismo italiano como subtema: Os Imigrantes, Anarquistas, Graças à Deus e Terra Nostra.
- A minissérie foi reprisada de 29/04 a 10/05/91, em 10 capítulos, de segunda a sexta-feira às 20h30.

O Cometa



Autoria: Manoel Carlos e Ricardo de Almeida
Direção: Roberto Vignatti
Período de exibição: 21/08/1989 - 15/09/1989
Horário: 21h30

Elenco:
Carlos Augusto Strazzer - Habib
Luiz Carlos Tourinho - Miguel
Lúcia Veríssimo - Isabel
Othon Bastos - Jorge
Wilson Fragoso - Joaquim
Luiz Guilherme - Cabo Marcílio
Edwin Luisi - Augusto
Patrícia Lucchesi - Araci
Mário César Camargo - Isaac
Josmar Martins - Fabiano
Luiz Carlos Buruca - Alberto
Ana Maria Nascimento e Silva - Clara
Chico Martins - Neco Barbosa
Mika Lins - Das Dores
Flávio Guarnieri - Nequinho
José Rubens Chachá - Germano
Iara Jamra - Rosa
Christiane Tricerri - Esther
Mayana Blum - Mariana
Wilma de Paula - Belmira
Maria do Carmo Soares - Helena
Yara Lins - mãe de Isabel
Elizabeth Hartmann
Felipe Levy
Ulisses Bezerra
Keila Blache
Eugênia de Domênico
J. França
Khaled Mahassen
Sandra Martins

A Trama:
Interior de São Paulo e Minas Gerais, década de 40. Habib é um mascate turco, marcado pelas lembranças da mulher e do filho, mortos em um acidente. Para fugir da solidão e das trágicas recordações, propõe-se a ganhar a vida como caixeiro-viajante - ou cometa, como era conhecida a atividade na época. Habilidoso nas práticas comerciais e amorosas, Habib se mostra um homem sábio e sensível. Tal como o astro que à sua passagem deixa uma cauda luminosa, o comerciante espalha nos lugares onde pisa toda uma sabedoria que a cultura árabe e sua experiência lhe proporcionaram.

Habib parece fadado a vagar solitário por diversas cidades até encontrar Miguel, jovem aventureiro que logo se identifica com o padrão de vida do mascate. Mas não é o espírito irrequieto do rapaz que o leva a acompanhar o turco em suas viagens. Ele é filho de Jorge, um fazendeiro do interior de São Paulo que, depois de enviuvar, casa-se com a jovem Isabel. Culta, sensível e muito bonita, ela fascina Miguel que, confuso e com medo de seus sentimentos, decide fugir de casa - principalmente depois da ameaça do pai de internar o rapaz num colégio interno. O pai coloca um homem de confiança em seu encalço, o cabo Marcílio, enquanto o jovem viaja na companhia de Habib pelo sertão, envolvendo-se com toda sorte de personagens, em especial mulheres, solteiras ou casadas.

Curiosidades:
- Foi reprisada de setembro a outubro de 1989.
Também de 13/05 a 06/1991, de segunda a sexta-feira às 20h30.
E de 17/06 a 11/07/96, em 18 capítulos, de segunda a sexta-feira às 20h, com reapresentação às 10h45 da manhã.
- Manoel Carlos resgatou um romance totalmente esquecido nesta minissérie totalmente gravada no ano anterior, 1988.
- Foi o primeiro trabalho de destaque do ator Luiz Carlos Tourinho na TV.
- A minissérie aguardou um ano para ir ao ar.

domingo, 28 de março de 2010

0 comentários

Sampa - Abertura

República - Abertura

sábado, 27 de março de 2010

0 comentários

Sampa



Autoria: Gianfrancesco Guarnieri
Direção geral: Roberto Talma
Período de exibição: 26/09/1989 - 29/09/1989
Horário: 23h30
Nº de capítulos: 4

Elenco:
Ariclê Peres - Lucy
Bárbara Thiré - Helena
Bri Fiora - D. Sofia
Carlos Takeshi - Chigueu
Cássio Gabus Mendes - Amadeu
Cristian Rodrigo - Amadeu jovem
Divana Brandão - Iara
Edith Siqueira - Vera
Eduardo Pituca - rapaz
Eduardo Silva - rapaz
Flávio Colatrello - Bina
Giovana Gold – mulher assassinada
Ivan Lima - enfermeiro
Jacqueline Cordeiro - jornalista
Luis Santos - porteiro do hotel
Mateus Esperança - porteiro
Mika Lins - Luísa
Olair Coan - repórter
Paulão - Marinheiro
Paulo José - Gregório
Paulo Márcio - assassino
Raul Barreto - garçom
Renata Rouriz - Tânia
Renato Lima - Jorge
Ricardo Homuth - médico
Roberto Orosco - Manuel
Semme Lufti - Jonas
Serafim Gonzalez - Agamenon
Tião Hoover - policial
V. Lasmar - Major
Walderez Barros - Sara
Walter Cruz - Sílvio

A Trama:
- Sampa possui como tema central a história de Amadeu (Cássio Gabus Mendes), um arquiteto paulista que entra em crise após o desaparecimento de sua mulher, Luiza (Mika Lins), com quem era casado há dois anos. O desespero do personagem na busca por explicação o leva a se envolver com várias pessoas: Gregório (Paulo José), um cineasta que vê no desespero do arquiteto a possibilidade de realização de um filme; Agamenon (Serafim Gonzalez), um advogado ligado a políticos e a grandes empresários que foi amante da mãe do protagonista; Sílvio (Walter Cruz), funcionário público e militante de movimentos culturais; Iara (Divana Brandão), uma prostituta a quem Amadeu recorre como uma espécie de refúgio em meio à sua confusão mental.
- Narrada em flashback, a minissérie foi escrita numa linguagem mais livre do que as usuais na televisão. Somente aos poucos são revelados o permanente estado de tensão de Amadeu, seu passado familiar e suas dificuldades no casamento. Centrando-se no rapaz, com sua frágil estrutura psicológica e tendência à neurose, e nos personagens que o cercam, o autor faz uma análise da formação da sociedade paulista, com seu característico universo urbano-industrial e suas desigualdades sociais.
- No fim, Luísa é localizada na casa de seus pais, e alega que fugiu em função das duas personalidades de Amadeu, que, segundo ela, era violento e desprezível de noite, mas também carinhoso durante o dia. Sem ter ciência da localização de Luíza, Amadeu desaparece pelas ruas de São Paulo, enfrentando adversidades como mortes e violência. Em um encontro com Gregório, ele recebe a notícia de que sua esposa fora encontrada. Ao revê-la, tenta matá-la, mas é impedido por Iara. A última cena da minissérie repete uma das primeiras, em que um marinheiro tenta se suicidar do alto da Estação da Luz. Desta vez, é o neurótico Amadeu.

Produção:
- O recurso empregado pela direção para que se atingisse um clima angustiante em muitas cenas foi a utilização de pouca luz e câmera portátil, reforçando o ambiente frenético da grande cidade.
- Sampa foi a primeira minissérie da Globo gravada quase que exclusivamente em locações, ou seja, fora de estúdios, em locais públicos especialmente escolhidos pela produção. A opção foi, segundo o diretor, em parte estética e em parte prática. Quanto à questão estética, a intenção principal da minissérie era capturar a essência da atmosfera urbana de São Paulo. Com relação à parte prática, a solução veio ao encontro de um problema enfrentado pela emissora: a falta de estúdios. Naquele momento, a Central Globo de Produção (Projac) ainda não tinha sido inaugurada.

Curiosidades:
- O projeto da série teve início em 1987, quando Daniel Filho convidou Gianfrancesco Guarnieri para escrever uma minissérie ambientada em São Paulo para um elenco predominantemente paulista
- Ao contrário da impressão imediata, o título da minissérie não está ligado exclusivamente ao apelido da cidade de São Paulo. A intenção inicial do autor era de que a minissérie se chamasse “Sampa-Lelê”, um derivado da expressão “Simpa-Lelê”, que significa “sem palavras” no dialeto crioulo haitiano. Impressionado com um vídeo a que assistira sobre a história do Haiti, o autor introduziu numa das cenas iniciais da minissérie a expressão “Simpa-Lelê”, dita pelo marinheiro haitiano suicida que Amadeu encontra na Estação da Luz.
- Sampa foi vendida para Angola, Canadá e Portugal, entre outros países.

Trilha sonora:
- A trilha sonora da minissérie acompanha o ritmo de vida da metrópole. A banda Mulheres Negras, comandada por André Abujamra e Maurício Pereira, foi convidada para compor a trilha incidental.


Fonte: Memória Globo

República



Autoria: Wilson Aguiar Filho
Roteiro: Wilson Aguiar Filho e Walter Avancini
Colaboração: Joel Rufino dos Santos
Direção: Walter Avancini
Período de exibição: 14-17/11/1989
Horário: 22h30
No de capítulos: 4

Elenco:
Alby Ramos - Seixas Magalhães
Almir Cabral – Custódio
Buza Ferraz - Silva Jardim
Carlos Kroeber - D. Pedro II
Castro Gonzaga - Marechal Deodoro da Fonseca
Claudio Cavalcanti - General Floriano da Fonseca
Cristovam Netto - Lindomar dos Prazeres
Felipe Wagner - Aristides Lobo
Francisco Dantas – Maracaju
Giovana Pieck - Lídia Gusmão
Grande Otelo - Patápio dos Prazeres
Hemílcio Fróes - Mota Maia
Herval Rossano - Visconde de Ouro Preto
Ida Gomes - D. Marianinha da Fonseca
Ivan de Albuquerque - Quintino Bocaiúva
Jorge Coutinho - André Rebouças
Lana Francis - mulher mendiga
Luis Antonio Pilar - Lucas Tavares
Luis Felipe de Lima - D. Pedro Augusto
Mariana MacNiven - Lídia Gusmão
Marilu Bueno – Gertrudes
Mauro Mendonça - Benjamin Constant
Miguel Rosemberg - Candido de Oliveira
Moacyr Deriquém - Major Lassance
Nívea Maria - D. Margarida Gusmão
Odilon Wagner - Conde D'Eu
Otávio Augusto - Dr. Alberto Gusmão
Pedro Veras - Rui Barbosa
Regina Macedo - Imperatriz Tereza Cristina
Sandra Annenberg - Dora Gusmão
Sebastião Lemos - Luis de Andrade
Telmo Avelar - Capitão Mallet
Tereza Rachel - Princesa Isabel
Walter Santos - José do Patrocínio

Trama:
- Em 1989, comemorava-se o centenário do nascimento da República no Brasil, e o povo voltava a escolher pelo voto direto o seu presidente. Nessas circunstâncias, a TV Globo lançou a minissérie República, que buscou mostrar de forma linear e com preocupação quase didática a conspiração tramada nos bastidores do poder imperial para a proclamação da República, iniciada quando militares rebelados aliaram-se a políticos da oposição e, em 15 de novembro de 1889, acabaram por depor D. Pedro II, pondo fim à monarquia no Brasil.
- As causas preponderantes no processo de proclamação da República são retratadas na minissérie, desde a abolição – com a qual o imperador perde sua mais sólida base de apoio – até o centralismo econômico e administrativo do governo imperial – que resulta numa reivindicação republicana na região Centro-Oeste do país –, culminando com a rebelião militar que envolve federalistas, senhores de escravos e republicanos.
- A minissérie ressalta a falta de participação e envolvimento popular no episódio. A população assistiu indiferente aos acontecimentos políticos. Entre os personagens que representam o povo, destacam-se Patápio dos Prazeres (Grande Otelo) – um negro velho, bondoso e já aposentado, que só pensa em deixar para o filho um emprego público que lhe garanta a sobrevivência – e Lucas Tavares (Luiz Antonio Pilar), negro alforriado e pacifista. A monarquia é representada por D. Pedro II (Carlos Kroeber), pela princesa Isabel (Tereza Rachel) e o Conde D’Eu (Odilon Wagner). Entre os militares estão o marechal Deodoro da Fonseca (Castro Gonzaga), apresentado como massa de manobra para os interesses republicanos, Benjamin Constant (Mauro Mendonça), o general Floriano Peixoto (Cláudio Cavalcanti) e o capitão Mallet (Telmo de Avelar). A burguesia é representada pelo Dr. Alberto Gusmão (Otávio Augusto), médico do general Deodoro da Fonseca, sua esposa Margarida (Nívea Maria) e a filha Dora (Sandra Annenberg).
- Simultaneamente à história política, há a história de amor de Lucas e Dora, que se envolvem mesmo sem a aprovação do pai da jovem.
- Ao final, para evitar que os progressistas alcançassem o poder, marechal Deodoro, mesmo com pena de D. Pedro II, decide proclamar a República. Por conseqüência, Ferrabrás (apelido do Visconde de Ouro Preto, vivido por Herval Rossano) e o ministro da Justiça Cândido de Oliveira (Miguel Rosemberg) são deportados, enquanto o imperador assiste a uma missa como se nada estivesse acontecendo.
- Patápio dos Prazeres morre sem entender o cenário político da República. Ele acredita que seus problemas podem ser solucionados com uma audiência com a Princesa Isabel.

Produção:
- Uma estrutura única de produção foi criada para as gravações de República e Abolição, uma vez que as duas séries se passam em cenários semelhantes e têm personagens em comum. Alguns atores participaram das duas produções, interpretando os mesmos personagens, como, por exemplo, Luiz Antonio Pillar, Tereza Rachel e Carlos Kroeber. A equipe técnica também se manteve a mesma, com produção de arte de Lila Bôscoli, figurinos de Pedro Sayad e cenografia de Silvana Gontijo.

Curiosidades:
- A minissérie era uma produção da Rede Globo em parceria com a produtora independente Cininvest e Avan Produções.
- Segundo o diretor, República era um produto com mais preocupação didática que dramática. A assessoria histórica ficou por conta de Chico Alencar (historiador e, na época, vereador do PT-RJ), que coordenou toda a pesquisa de reconstituição dos fatos.


Fonte: Memória Globo

quinta-feira, 25 de março de 2010

0 comentários

1989



1989 - República
1989 - Sampa


_____________________________________________________________



1989 - O Cometa
1989 - Colônia Cecília
1989 - Capitães de Areia